O gangue da Ribeira

O gangue da Ribeira
• Foto: luís manuel neves

O nome dos Super Dragões também tem sido associado a vários casos de violência. Em janeiro de 2007, durante o processo Apito Dourado, o líder da claque Fernando Madureira foi acusado por Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, de ter sido um dos elementos que agrediu o antigo vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga, a mando do presidente dos dragões. Madureira, conhecido por Macaco, foi ilibado e ainda ganhou um processo por difamação contra Carolina Salgado.

Três anos depois, em 2010, alguns elementos da maior claque do FC Porto foram os principais arguidos do processo Noite Branca, relacionado com vários crimes ocorridos na noite portuense. Um deles, Bruno “Pidá”, seria mesmo condenado a 23 anos de prisão pelo homicídio do empresário Aurélio Palha. Bruno era considerado um dos líderes do gangue da Ribeira, um dos melhores amigos de Fernando Madureira e uma presença assídua nos Super Dragões. Em 2004, surgiu atrás de Pinto da Costa, à entrada do Tribunal de Gondomar, como um dos elementos da sua segurança privada, no dia em que o presidente do FC Porto foi interrogado em tribunal no caso Apito Dourado.

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O primo Sérgio “Pidá” lembra o seu familiar numa música rap feita em homenagem a Madureira e aos Ultra Ribeira, um dos núcleos dos Super Dragões, e apela à violência: “Na Ribeira, já se nasce dragão. De brinco na orelha e de fugante [arma de fogo] na mão.” O tema diz que a segurança está entregue ao killer (assassino) Bruno e que Madureira é o líder da zona: “Ele é o Fernando Madureira, controla os Ultra Ribeira. Aqui quem entra não sai, quem vacila cai.” Também são feitas promessas às claques rivais de Benfica e Sporting: “Os Ultra Ribeira são os mais perigosos. Aqui é assim, passam-se cenas ilegais. Podes ser No Name Boys, Juve Leo, mas também cais.”

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