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Revolução no futebol português

Revolução no futebol português

A próxima época futebolística vai marcar uma revolução nos quadros competitivos das provas nacionais, com o desaparecimento da 2.ª e 3.ª Divisões e a estreia do Campeonato Nacional de Seniores (CNS), cujo jornada de arranque está marcada para 25 de agosto. Até à temporada que agora terminou, as duas divisões nacionais não profissionais juntavam 130 equipas. Para o ano, serão 80 as formações que vão disputar o novo campeonato da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), provenientes de quatro competições: 2.ª Liga, 2.ª Divisão, 3.ª Divisão e Distritais do continente e Madeira (em substituição da série Madeira da 3.ª Divisão, que acabou por não se realizar em 2012/13).

Esta não é a primeira vez que o cenário futebolístico português sofre alterações. Em 1985/86 os nacionais tiveram pela primeira vez três campeonatos, com 1.ª, 2.ª e 3.ª Divisões. A partir de 1990/91 os quadros competitivos foram alargados, com a criação da 2.ª Divisão de Honra e 2.ª Divisão B, passando a existir quatro provas. Em 1999/2000 arrancam as duas provas sob a égide da Liga (1.ª Liga e Liga de Honra, mais tarde 2.ª Liga) e seis anos depois o primeiro escalão não profissional volta a designar-se 2.ª Divisão.

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Preparação

Para a FPF o novo CNS surge como uma oportunidade para preparar melhor os clubes para o futebol profissional, como explicou a Record o vice-presidente Rui Manhoso. “Este novo modelo tem vantagens para os clubes, que estarão numa prova competitiva, com menos custos, maior aproximação e mais receitas”, explicou.

O objetivo é aumentar a competitividade com uma rivalidade saudável entre emblemas com proximidade geográfica, chamando adeptos e tornando o campeonato mais forte. Atualmente, a realidade é diferente, sobretudo nas séries abaixo de Coimbra, mas o dirigente federativo acredita que no prazo de 2/3 anos poderá haver “a aproximação que se deseja”.

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Distritais

A mudança dos quadros competitivos vai obrigar a mexer também nos Distritais, que recebem mais 50 equipas [ver quadro ao lado] do que acontecia até aqui. Associações pequenas em dimensão, como as de Portalegre ou Vila Real, passam à margem da revolução, pois têm apenas um escalão regional. Já o panorama das grandes associações, como Braga, Évora, Lisboa e Porto, com mais equipas participantes nos seus campeonatos, afigura-se complicado. Para estes casos, a próxima temporada irá estrear um campeonato de elite – o Pró-Nacional – que irá acolher os despromovidos da 2.ª e 3.ª Divisões e ainda as equipas melhor classificadas na Divisão de Honra distrital. “Os clubes dos distritais desorganizaram-se um pouco e pretendemos que a partir de agora sejam conscientes em termos de fazer cumprir os orçamentos, para termos um futebol profissional mais organizado”, explicou Rui Manhoso.

Rampa de saída para quem vem da formação

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O organismo federativo espera que o CNS sirva como rampa de lançamento para o jovem jogador português, de forma a, por exemplo, garantir matéria-prima para as Seleções Nacionais. Esta prova poderá servir ainda para que os jogadores da formação dos clubes participantes tenham uma competição que os poderá ajudar a iniciar a carreira sénior com mais qualidade. E também para uma melhor preparação para uma eventual entrada no profissionalismo. Para incentivar os emblemas nacionais a apostarem nos jovens, a FPF prepara algumas novidades, nomeadamente a redução no valor das inscrições de futebolistas provenientes das canteras.

PONTO DE SITUAÇÃO

O CNS será disputado em duas fases. Na 1.ª, com arranque a 25 de agosto, os participantes serão divididos em 8 séries de 10 equipas, que vão jogar todos contra todos a duas voltas

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Os dois primeiros de cada série passam à 2.ª fase/subida, que começa a 16 de fevereiro de 2014. Serão 16 equipas divididas em dois grupos de oito, com jogos a duas voltas. Os dois 1.ºs classificados vão discutir o título de campeão numa final em campo neutro. As restantes 64 equipas disputam a fase de permanência/descida

O novo CNS continua a promover 3 equipas para a 2.ª Liga. Sobem os dois finalistas da 2.ª fase/subida; a terceira vaga será discutida pelos 2.ºs classificados, num playoff a duas mãos

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