A mulher no desporto

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Em Portugal, não obstante a panóplia de mudanças e de transformações ocorridas nos tempos mais recentes, a mulher continua a não dispor, e em comparação com o homem, das mesmas oportunidades na sociedade.

A fraca participação da mulher no fenómeno desportivo é uma realidade internacional. Os primeiros registos de presença feminina em eventos desportivos datam de 1770, nos Jogos Ingleses, onde competiram nas provas de boccia e de arco e flecha. De facto, somente nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a mulher esteve em todas as modalidades.

No final da segunda década do século XXI, a mulher continua a ter direito a um dia internacional – 8 de março –, circunstância que, na minha opinião, só demonstra o quanto é, ainda, secundarizado o papel que ocupa na sociedade.

Quando Frederico Varandas me convidou para integrar a lista que haveria de vencer as eleições para a presidência do Sporting Clube de Portugal, sabia que, caso fosse eleita (como fui), seria a primeira mulher vice-presidente do clube – fundado por José Alvalade – que completa 113 anos em julho próximo.

Hoje, decorrido cerca de meio ano desde que tomei posse, enquanto sportinguista e mulher, tenho um enorme orgulho no percurso que estou (estamos) a realizar, nomeadamente ao nível do trabalho solidário da Fundação Sporting, cujo pelouro tutelo, esperando que possa ser cada vez maior o número de mulheres a participar nos órgãos sociais dos clubes, especialmente nos chamados "grandes", presença que certamente trará uma aragem de ar novo ao panorama desportivo.

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