Artur Agostinho: Uma década sem o mestre

É raro alguém partir aos 90 anos e fazê-lo de um modo prematuro. Tinha ainda muito para nos ensinar

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• Foto: Miguel Barreira
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Artur Agostinho partiu há dez anos. Foi a 22 de março de 2011 que o maior, o mais completo, o mais conhecido e abrangente comunicador português de todos os tempos faleceu aos 90 anos. Para trás ficava uma vida intensa, feita de alegrias (muitas e boas) e tristezas (poucas mas duras), sempre com reconhecimento consensual da sua relevância pública na vida do país. Os últimos meses passou-os num frenesim, pondo à prova o talento, a lucidez e o jeito peculiar para lidar com a popularidade que se mantinha intacta, junto de um público diversificado, entre os que o idolatravam há décadas e os que o respeitavam como verdadeira instituição nacional. Se é possível dizê-lo, Mestre Artur partiu precocemente aos 90 anos. Tinha ainda muito para nos ensinar.

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