Balanço do ano da Seleção: André Silva foi decisivo

Uma campanha extraordinária

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• Foto: Paulo Calado
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Para lá de todas as vantagens garantidas no ano civil de 2017, Fernando Santos ainda viu confirmada a ascensão de um goleador providencial e que, durante anos, não existiu. No pós-Europeu, André Silva surgiu em grande plano, assumindo-se claramente como parceiro de Cristiano Ronaldo. A dupla consolidou-se com o tempo e, feitas as contas aos 15 jogos do ano, valeu um pouco mais de metade dos golos da Seleção, isto é, 18 num total de 35. A imposição do jovem que o Milan contratou ao FC Porto no defeso, foi natural e traduziu-se em sete golos apontados em jogos diferentes, alguns dos quais muito relevantes, como o da vitória na Hungria (1-0), por exemplo, o único duelo do apuramento para o Mundial que Portugal venceu por um só golo de diferença. André Silva relegou para segundo plano o herói de Paris, Éder, marcador do golo que deu a Portugal a máxima glória do seu futebol, cuja presença na equipa se tornou muito mais esporádica.

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