Benfica-Real Madrid, 5-3: Trono para Eusébio

A campanha da segunda conquista europeia teve obstáculos mais difíceis de superar mas terminou de modo mais exuberante. Em relação à época anterior, Béla Guttmann conquistou dois dos maiores génios de

Benfica-Real Madrid, 5-3: Trono para Eusébio
Benfica-Real Madrid, 5-3: Trono para Eusébio • Foto: DR RECORD

A campanha da segunda conquista europeia teve obstáculos mais difíceis de superar mas terminou de modo mais exuberante. Em relação à época anterior, Béla Guttmann conquistou dois dos maiores génios de sempre do futebol: o mágico António Simões e, claro está, sua majestade Eusébio da Silva Ferreira, que deu então os primeiros passos de uma carreira que havia de deixar marcas eternas no Mundo inteiro.

Os encarnados iniciaram a campanha com superioridade sobre o Áustria Viena (1-1 fora e 5-1 em casa) e prosseguiram com um susto frente ao Nuremberga (derrota na Alemanha por 1-3 e vitória na Luz por 6-0). A meia-final, frente ao Tottenham, foi tremenda, mesmo tendo em conta a vitória por 3-1 em Lisboa. Na segunda mão, em Londres, José Águas marcou primeiro mas os ingleses pressionaram, atacaram muito e deram a volta ao resultado. Dizem os intervenientes nesse encontro que o acesso à final só foi conseguido pela classe extraordinária de Costa Pereira, que se revelou decisivo nas saídas aos constantes cruzamentos efetuados pelos extremos dos spurs.

A final, disputada em Amesterdão, foi anunciada como o tira-teimas entre a potência dos primeiros anos da competição (Real Madrid) e a força que tivera o atrevimento de interromper essa hegemonia. Mais relevante ainda, o grande duelo ibérico já era apresentado como a passagem de testemunho de Alfredo di Stéfano, a dois meses de completar 36 anos, para o jovem Eusébio (20 anos), como estrela maior do futebol do Velho Continente.

No jogo decisivo, mostrou-se outros dos maiores de sempre: Ferenc Puskas, autor dos três golos do Real Madrid. O Benfica impôs-se pela forma como reagiu à entrada do Real; pela qualidade do futebol praticado e, no fim, porque teve... Eusébio. O Pantera Negra desequilibrou a balança e ainda recebeu uma das prendas mais valiosas: a camisola do ídolo Di Stéfano.

Eusébio: Fala o Rei

"Nunca estivera num jogo tão grandioso. O adversário não podia ser mais ilustre e ao mesmo tempo mais assustador: o Real Madrid, grande potência do futebol europeu. O Benfica vencera o Barcelona, um ano antes, mas o Real queria reconquistar o cetro que fora seu durante cinco anos. Estivemos a perder por 0-2, ganhámos por 5-3, marquei dois golos e vivi a primeira alegria esfusiante da carreira."

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