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"O meu pai e a minha mãe continuam a ser para mim um escudo muito importante"...
Lisboa, 1975. No Terreiro do Paço, a agitação do PREC (Processo Revolucionário em Curso) provoca tumultos, mas o primeiro-ministro não dá sinais de nervosismo. “Granadas? Não. Isto é só fumaça. Calma que o povo é sereno!”, desafia Pinheiro de Azevedo (1917-1983), tio-avô de Bruno de Carvalho, à data com 3 anos.
A frontalidade do “almirante sem medo”, que aprendeu a cultivar ao longo da vida, deixou marca profunda em Bruno de Carvalho, que derrotou Couceiro de acordo com os dados do inquérito Record se os votos por correspondência não alterarem a tendência à boca das urnas.
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“O almirante Pinheiro de Azevedo marcou-me muito, pela proximidade comigo, pela sua figura. Reconheço-me na sua frontalidade, no não ter medo perante as situações, no detestarmos a mediocridade e a estupidez, no sermos muito determinados com aquilo que queremos. Ele encarou um período extremamente complicado e foi resolvendo os problemas de forma brilhante. Nada o fazia tremer, tanto que um dia até se juntou a uma greve porque estava solidário com o povo.Tenho a sorte de ter aprendido muito com ele”, diz a Record o empresário, de 41 anos.
Um felizardo
Inspirado pelos familiares mais próximos no seu trajeto profissional e pessoal, foi também a partir de casa que Bruno de Carvalho entrou na realidade do Sporting.
O pai, Rui Carvalho, de 74 anos, engenheiro civil, e o avô, Eduardo de Azevedo, já falecido, foram os responsáveis por se ter tornado apaixonado pelo clube. “Foram os dois grandes impulsionadores do meu amor total pelo Sporting. O meu avô porque me contava os capítulos do seu livro [“História e vida do Sporting”]. O meu pai porque era um entusiasta na forma como recordava histórias dos Cinco Violinos, do Pireza, do Manecas”, explica-nos Bruno de Carvalho, grato por este passado e pela herança leonina.
“Considero-me com isso um felizardo. O meu avô e o meu tio-avô já não estão comigo, mas ainda tenho o meu pai e a minha mãe. Eles continuam a ser para mim um escudo muito importante, para o meu equilíbrio e espero que assim o sejam durante muito tempo. Ajudaram a construir aquilo que sou”, assume.
RAIOS X
Nome: Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho
Idade: 41 anos
Profissão: Empresário
Número de associado: 15.531
Anos de filiação: 27 (desde 1986)
Formação académica: Licenciatura em gestão pelo Instituto Superior de Gestão, Mestrado em gestão do desporto de organizações desportivas pela Faculdade de Motricidade Humana e pelo Instituto Superior de Economia e Gestão
Outra atividade: Fundador e presidente da Fundação Aragão Pinto (desde 2009)
Autoavaliação: “As pessoas têm a ideia de que sou arrogante, frio, distante, duro. E não é verdade. Das coisas que mais gosto de fazer no tempo livre é conviver e rir-me, um bom serão com amigos, anedotas e boa-disposição. Profissionalmente, sou extremamente exigente comigo e com quem trabalha comigo. E é por isso que aos 41 anos atingi o sucesso que tenho e, se Deus quiser, vou começar a ajudar o Sporting.”
NÚMEROS
1 semana. Foi o tempo que Bruno de Carvalho demorou a recuperar a voz depois de ter participado nos festejos do título de 1999/2000, no Estádio de Alvalade;
2 anos. A idade com a qual o empresário saiu de Moçambique rumo a Lisboa. Bruno de Carvalho nasceu na antiga Lourenço Marques, atual Maputo, cidade onde curiosamente regressou na semana passada, com o objetivo de procurar parceiros e assinar um protocolo com o governo local, em nome da Fundação Aragão Pinto;
5 Violinos. A geração mais ganhadora do Sporting foi aquela que mais inspirou a infância do candidato. Os relatos do pai, Rui, falavam-lhe de sete títulos em oito épocas;
7-1 Na histórica goleada ao Benfica, a 14 de dezembro de 1986, Bruno de Carvalho estava na bancada, como elemento da Juventude Leonina;
3 - O número de modalidades que o líder da Lista B praticou até aos 18 anos: futebol, râguebi e luta livre. Do seu currículo constam, ainda, dois cursos de treinador (nível 1 da AFL e nível 2 da UEFA), bem como uma forte ligação recente ao hóquei em patins do Sporting;
360 votos. Foi por esta magra diferença que Carvalho perdeu as eleições de 2011: recolheu 32.915 contra 33.275 de Godinho Lopes. Ainda assim, e porque um voto não equivale a um sócio, foi quem teve mais votantes: 6.047 contra 4.511;
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