O 25 de Abril do futebol nacional

Uma visão de Saltillo

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Dias antes do jogo na Alemanha, Portugal viu-se aflito para ganhar a Malta: 3-2 foi resultado magro para quem precisava de golos para ter privilégios em Estugarda – o maior dos quais seria poder empatar para garantir presença no Mundial. A qualificação afigurava-se perdida. José Torres, resignado, proferiu em Record a frase que o associou ao momento que atravessava: “Deixem-me sonhar.” O que sucedeu depois da qualificação foi marcante. Carlos Manuel recorda que “o erro foi termos embarcado para o México sem termos tudo definido”, recusando a ideia de que “o grupo fez greve em Saltillo”. “Nunca tal sucedeu”, afirma, remetendo a verdade para o livro de Pedro Adão e Silva e João Tomaz, “onde tudo é explicado com a verdade que foi sonegada aos portugueses ao longo destes anos”. Para o herói de Estugarda, o Mundial’86 “é o 25 de Abril do futebol nacional, porque mudou a mentalidade de quem o geria como se vivesse antes de 1974”. “Se hoje Portugal é uma das melhores Seleções do Mundo e a FPF uma instituição bem-sucedida, devemos olhar para essa geração, para as suas reivindicações e luta, como a origem de um processo que, alguns anos depois, nos encarreirou com o sucesso.”

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