Miriam não é apenas a irmã de Neemias

O poste de Sacramento passou pela Festa nos Sub-14 e 16. Agora, é a vez da mana mais nova exibir argumentos, assente na capacidade técnica, mas também na imponência física

• Foto: Vítor Mota
Não é só por ser consideravelmente maior (1,80 metros) que a esmagadora maioria das colegas ou adversárias que Miriam, a 15 das Sub-14 de Setúbal, sobressai nos jogos em que participa. O seu apelido ‘denuncia-a’ de imediato. Quando alguém nas bancadas – desde que com um conhecimento mínimo de basquetebol – se depara com Queta estampado nas costas da camisola... o raciocínio é óbvio. Estamos na presença da irmã mais nova de Neemias, poste dos Sacramento Kings e o primeiro português a jogar na NBA.

Introvertida, Miriam não acede a falar à reportagem de Record. Não vale a pena insistir, dizendo-lhe que é rápido, superficial ou que bastarão somente duas ou três perguntas. De forma educada, agradece a atenção, mas declina. Foi assim na Cerimónia de Abertura, voltou a ser igual quando a fomos ver jogar, ontem, na derrota contra a Madeira. Segundo os mais próximos, à timidez habitual junta-se agora alguma tristeza provocada por um problema de saúde na família.

Atleta diferenciada

Mas, tendo em conta a proximidade com um dos desportistas portugueses mais mediáticos do momento, resolvemos saber mais sobre Miriam... falando com outras pessoas.

"Gosta de jogar, trabalha muito e vê-se que quer aprender. Fisicamente tem um potencial tremendo , mas até tecnicamente já faz coisas interessantes, sendo capaz de jogar perto e afastada do cesto", resume José Salgueiro, diretor técnico da Associação de Basquetebol de Setúbal e alguém que conhece há muito a família Queta.

"Ainda é cedo para se perceber até onde pode chegar, mas é evidente que tem muito potencial. Tal como aconteceu com o Neemias, é preciso acreditar, trabalhar com paciência todos os pomenores e esperar", reforça, realçando que a atleta tem jogado em dois escalões esta temporada (Sub-14 e 16) no GDESSA, um dos clubes mais fortes no basquetebol feminino e, claramente, o emblema que domina a competição no distrito de Setúbal.

Treinadora também acredita

Opinião similar tem Carla Ferreira, a treinadora das equipa Sub-14 setubalense. "A Miriam é uma miúda simpatiquíssima, muito amiga das restantes companheiras e que, de facto, possui características particulares. É ainda muito nova, pelo que a margem de evolução é significativa. Não me parece que o facto de ser irmã de quem é possa afetar o seu percurso. Essencial é reunir uma série de condições, de apoios a vários níveis. Se isso se verificar, não excluo a possibilidade de vir a tornar-se uma referência no basquetebol nacional, a exemplo do que está a acontecer com o Neemias", atira.

Em resumo, a rapariga alta, fisicamente muito forte (chega a encolher-se com medo de lesionar as adversárias) e que já revela técnica acima da média para a sua idade... não é apenas a irmã de Neemias. É a Miriam Queta! 
Por Luís Avelãs
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