Alegria marca a hora do reencontro
Depois de uma ausência de dois anos – por culpa da pandemia de Covid –, a Festa do Basqutebol está de regresso.
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Depois de uma ausência de dois anos – por culpa da pandemia de Covid –, a Festa do Basqutebol está de regresso. E se é verdade que só hoje, a partir das 9 horas, vai ser possível ver as bolas a saltar nos mais diversos recintos que acolhem as competições destinadas às seleções regionais Sub-14 e 16 (de ambos os sexos), já ontem, principalmente aquando da Cerimónia de Abertura, foi possível registar o entusiasmo dos participantes,
Muitos dos atletas estão em Albufeira pela primeira vez. Devido à interrupção de dois anos, a maioria (nomeadamente entre os Sub-16) não teve possibilidade de participar em edições anteriores, quando ainda competiam como Sub-14. No escalão mais jovem, como facilmente se depreende, as comitivas são compostas exclusivamente por novatos. Mas, desenganem-se os que pensam que os jovens chegaram ao Algarve ‘às aranhas’. Quase todos têm uma noção aproximada daquilo que vão encontrar. Através dos relatos de familiares, amigos ou colegas de clube que passaram pelo evento numa (ou em várias) das 13 edições anteriores –, sabem que a Festa vai ser uma experiência marcante no seu trajeto desportivo e social. Mas, apesar de estarem preparados para toda a agitação que vão experimentar, a ansiedade é por demais evidente. Por isso, mesmo depois de muitas horas de viagem para quase todas as delegações, ninguém deu sinais de cansaço na Cerimónia de Abertura. A animação foi uma constante, com a música a ajudar a aproximar desconhecidos. Mas, naturalmente, todos aguardam é pelo momento de entrar em campo. O amor pelo basquetebol é o que verdadeiramente os une e trouxe até Albufeira.
‘Ditadura’ dos mais fortes
Já se sabe que ganhar não é o mais relevante no desporto de formação. Mas, no caso do basquetebol (como nas restantes modalidades), existem zonas do País sistematicamente mais perto de vencer este tipo de competições. As associações maiores, com um número superior de clubes e atletas, são aquelas que estão sempre mais perto de ganhar. A prova é que, até à data, Porto (20 triunfos), Lisboa (14), Aveiro (12) e Setúbal (4) concentram entre si a maioria dos sucessos. Algarve e Madeira são as únicas exceções ao domínio das quatro delegações mais cotadas. Curiosamente, estes triunfos ‘fora da caixa’ aconteceram em 2018 e 19, nas duas últimas Festas, sinal de que, finalmente, há uma oposição mais evidente aos ‘poderosos’. Esperemos assim continue!
Líder federativo fala aos atletas ...e elogia pais
Manuel Fernandes, presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, viveu ontem um dia particularmente feliz e salientou-o na Cerimónia de Abertura. "Depois de dois anos de desilusão pelo cancelamento da Festa, este é um momento mágico! É o nosso evento de maior dimensão, mas também o mais gratificante", afirmou.
"Vocês, escolhidos para aqui estarem, foram considerados os mais aptos entre muitos outros que gostariam de cá estar. Isto é um privilégio. Mantenham a tradição de uma atmosfera sã e alegre! Saiam de Albufeira com novos amigos, joguem com entusiasmo, lutem pela vitória, mas sempre com fair-play", disse, dirigindo-se aos jovens. A fechar, uma palavra de apreço aos pais. "Pelo grande apoio que dão aos filhos".
Autarca internado falha Abertura
José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, não esteve presente na Cerimónio de Abertura da Festa, algo que não passou despercebido. Mas, apesar de se encontrar com problemas de saúde que o levaram a ser internado (espera-se que possa ter alta em breve), o autarca fez questão de transmitir –pela voz do seu ‘vice’ Cristiano Cabrita – uma mensagem a todos os participantes no evento."Ele diz que não está cá fisicamente, mas que está de coração. Este evento é estratégico para o nosso município, para todos os elementos da assembleia municipal. Divirtam-se e aproveitem o nosso clima e gastronomia".