Filhos de águias mostram como se faz

Equipa técnica do Benfica observou com atenção atletas ‘especiais’ que estão na Festa. E, claro, gostou do que viu...

José Ricardo Rodrigues e Carlos Seixas, técnicos principal e adjunto na equipa sénior do Benfica, fizeram uma pequena pausa nos seus afazeres profissionais para rumarem a Albufeira com o intuito de verem em ação os seus filhos. E só podem ter gostado daquilo que observaram, pois Jorge e Diogo, em representação dos sub-16 do Porto e dos sub-14 do Algarve, respetivamente, têm rubricado exibições muito positivas desde o primeiro momento, ajudando as suas equipas a manterem de pé a possibilidade de conquistar o primeiro lugar no evento.

Discretos, nas bancadas, os pais acompanham com entusiasmo e visível satisfação as prestações dos descendentes. Mas, como seria de esperar, sem grandes comentários. Afinal de contas, neste contexto, não são técnicos... ‘Apenas’ pretendem ajudar por fora os filhos a lutar por objetivos que, para os mais velhos, se calhar nem são assim tão importantes.

"Não sou treinador dos meus filhos. Nem nunca os ‘empurrei’ para que fossem jogadores de basquetebol, daí terem experimentado outras alternativas. Mas é normal que acabem por acontecer tantas situações destas, já que os miúdos acompanham os pais e acabam por ter muita vivência no mundo do basquetebol", diz José Ricardo.

Para Carlos Seixas, esta experiência é bem diferente daquela que vive no dia-a-dia. "Não sofro com medo que ele se lesione, nem nada disso, mas sei que é importante que as coisas lhe corram bem. Há uma enorme pressão nos seniores, até por estar num clube que me diz tanto como o Benfica, mas isto é diferente... é o meu filho", confessa.

Qualidade reconhecida

"Está de facto a jogar muito bem", reconhece José Ricardo, com sorriso estampado na face, quando instado a comentar os desempenhos mais recentes de José Rodrigues, atleta do CD Póvoa, mas que também integra o Centro de Treino de Ponte de Sor. "Importante, porém, é que seja feliz. Essa é a mensagem que mais lhe passo. Não quero que seja perfeito em nada", reforça. Carlos Seixas tem ideia semelhante. "Tem evoluído enquanto jogador, mas também noutras áreas. Orgulho-me com o que faz, mas também pelo exemplo enquanto capitão. A equipa tem de estar sempre primeiro", salienta.

Profissionalismo é a meta

Sabem o peso que os pais têm no basquetebol nacional, mas não parecem nada incomodados com isso. Confiantes no seu trabalho e qualidade, acreditam poderem vir a ser jogadores profissionais. "Claro que gostava", diz Jorge Rodrigues, que também confessa que o pai "dá umas dicas", mas nada de exagerado. "Não sinto pressão adicional por ele ser meu pai", acrescenta. Diogo Seixas também já se vê mais à frente, a poder fazer vida do basquetebol. Entretanto, escuta com atenção os conselhos do pai. "Ele sabe o que tenho de fazer para melhorar enquanto jogador. Tem razão nas críticas que me faz, mas não me pressiona. Tenta ajudar e eu procuro corresponder", conclui.

Por Luís Avelãs
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Festa do Basquetebol

Notícias

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.