Mário Fernandes: Exemplo para ajudar a evoluir

Quando deixou de jogar, ao serviço do CAB Madeira (clube da sua terra e onde cumpriu toda a formação), Mário Fernandes não abandonou o basquetebol.

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• Foto: Vítor Mota
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Quando deixou de jogar, ao serviço do CAB Madeira (clube da sua terra e onde cumpriu toda a formação), Mário Fernandes não abandonou o basquetebol. Pelo contrário, sentiu necessidade de manter a ligação à modalidade, tornando-se treinador dos mais jovens (começou com uma equipa de Sub-16 que, quatro anos volvidos, compete já em seniores, na CNB1, com a designação de CAB B). "Senti que devia tentar retribuir perante tudo o que o basquetebol me deu. Confesso que me sinto mais atraído por escalões mais adiantados,mas sei que posso ajudar também na formação", explica.

Presente na Festa, ao leme dos Sub-16 insulares – o convite surgiu há dois anos, mas por causa da pandemia só agora se tornou realidade – procura que a sua história possa influenciar alguns dos conterrâneos. "Se eu consegui, vivendo na Madeira, chegar à Seleção, ainda por cima sem nunca ter estado nas seleções jovens nacionais, então todos eles podem ter esse sonho. Não é fácil, nunca é, mas é possível, desde que não desistam, que trabalhem sempre com esse objetivo", diz, orgulhoso das suas 105 internacionalizações, com destaque para as realizadas no Europeu de 2007, em Espanha, quando Portugal (que já surpreendera na qualificação) logrou passar a primeira fase.

Mário tem consciência das dificuldades próprias da insularidade,mas aponta caminhos que podem ajudar a melhorar o nível médio do basquetebol na Madeira. " Temos de apurar os campeões regionais mais cedo e depois participar na Zona Norte ou Sul das competições nacionais. Precisamos de mais jogos, de defrontar equipas diferentes. Jogar sempre com as mesmas três ou quatro acaba por limitar".

E foi mais difícil enfrentar alguns dos gigantes do basquetebol internacional ou, agora, tentar passar certos ensinamentos aos jovens? "São coisas distintas. Costumo dizer-lhes para terem atenção ao que vou dizendo porque há uma boa propabilidade de estar a dizer coisas que fazem sentido", atira, sem esconder o sorriso, e já prestes a voltar para perto dos seus guerreiros.

Clubes da região com passos certos

Mário Fernandes considera que, depois de um mau período provocada pela pandemia, a modalidade está a crescer na Região Autónoma da Madeira. "Há interesse dos miúdos pelo basquetebol e tenho registado que muitos clubes estão a dar os passos certos. Não interessa, numa fase em que se procura ajudar os jovens a crescer, se eles jogam no clube A ou B. Seja em que região for temos de deixar de olhar para o nosso umbigo e ver isto numa perspetiva mais global. Com mais clubes, há mais atletas e equipas, mais competição. E isso é o fundamental quando estamos a falar de formação. Sempre pensei assim e continuo a pensar. Quero ter sempre a certeza que não será por falta de empenho meu que este ou aquele miúdo não vai chegar mais longe", atira com esperança num futuro risonho.

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