Três pares de gémeas na comitiva de Viana do Castelo e ainda um irmão que agora é adjunto
José Pequeno participa na "sexta ou sétima" Festa do Basquetebol, agora fora da quadra
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A equipa de Sub-16 feminina de Viana do Castelo tem a particularidade de ter três pares de gémeas. Ainda assim, não são as únicas com ligação familiar na comitiva vianense. É que José Pequeno, treinador-adjunto dos sub-16, é irmão de Mafalda e Maria. Esta edição da Festa do Basquetebol é já a "sexta ou sétima" do agora jovem técnico, de 20 anos, que começou por envergar a camisola da seleção de Viana do Castelo.
"Fiz os 4 anos como jogador em Viana do Castelo, depois o meu ciclo acabou e não pude participar enquanto jogador. Entretanto fui tirando o curso de nível 1, quando fiz 17 para os 18. Este treinador, o Nélson Costa, foi meu tutor e assumiu a seleção distrital de sub-16. Já tinha meu treinador nos sub-16 da seleção e convidou-me para fazer parte da equipa técnica. Confiou em mim e desde há 3 anos, porque o Covid não deixou, participei com ele. Subimos de divisão há dois anos. Continuamos o processo, acreditamos muito um no outro e no trabalho. É mais uma festa e como treinador pela segunda vez para mim", conta a Record, acerca de um evento diferente.
"É especial porque é basquete 24 horas. Na minha vida e na de muitas pessoas, o basquete acaba por ser um e'scape' e até costumo dizer que acaba por ser um estilo de vida e a Festa é viver isso intensamente 24 horas por dia em que não temos tempo sequer para encarar os problemas da nossa vida, temos de os enfrentar e são problemas positivos. Isso é sempre bom e estamos a crescer como pessoas. Jogadores, atletas, árbitros e toda a estrutura incrível que está à volta", assume José Pequeno, que transmitiu este sentimento para as irmãs, de 16 anos.
"É um orgulho enorme saber que tenho a minha parte de responsabilidade por elas jogarem e gostarem tanto de basquete. Porque sinto que me olham como um ídolo e até em casa perguntam-me se acho que devam fazer isto ou aquilo. Quando vou treinar, elas gostam que as treine e que jogue com elas. É sempre um orgulho vê-las aqui e espero que se divirtam muito e possam experienciar o mesmo que eu ou até melhor. É uma felicidade tremenda poder estar aqui com elas e ajudá-las nesta experiência. É bastante satisfatório", reconhece, sem dúvidas acerca do que mais o marcou durante todas estas edições em que participou.
"O que mais me marcou foi a minha evolução. Senti que sempre que vinha à Festa acabava por me tornar melhor jogador. Costumo dizer que isto é um mundo à parte. Vivemos 'fechados' em Viana e aqui começamos a aderir a um novo mundo. Jogamos com Porto e outros, mas nunca tive possibilidade de jogar com pessoas do Algarve, por exemplo. E depois há ainda toda a camaradagem e a relação que temos com todas as pessoas e todo o ambiente acaba por ser o que carateriza as festas. É espetacular, todos estamos aqui para o mesmo que é jogar basquete", sustenta.