Uma rara e peculiar ligação familiar

Parece mentira, mas Rui Miguel assistiu ao jogo entre a equipa da filha contra... a da neta

• Foto: Vítor Mota
RuiMiguel é um caso raro nesta Festa. O antigo jogador e treinador, de 74 anos, assistiu, em Albufeira, ao jogo entre a seleção da filha e... da neta. Algo improvável. Mas a situação não se fica por aqui. Belisa Miguel, jogadora de 14 anos das Sub-16 de Coimbra é tia de Rita Nazário, de 16 e que atua pelas Sub-16 de Lisboa.

Confuso? Expliquemos: Rui é pai da primeira e avô da segunda, já que a atleta que joga pela quipa lisboeta é filha de Nuno, um dos filhos mais velhos de Rui. A ligação é tão peculiar que é preciso auxílio de um membro da família para se perceber (mais depressa e em rigor) as várias ligações.
As duas jovens cresceram no  Sp. Figueirense. Isto até que Rita foi convidada para o Centro de Alto Rendimento, em Lisboa. Agora joga  nos Lombos. 

“Foi esquisito jogar contra ela. Costumo tê-la na minha equipa, foi a primeira vez que jogámos uma contra a outra. Foi estranho não a ter para servir de suporte, mas interessante. Deu uma adrenalina diferente”, confessa Belisa, partilhando da opinião da sobrinha: “Foi estranho ver a minha tia na equipa adversaria. Jogámos sempre juntas desde pequenas.”
O basquetebol “está no ADN” da família, como assume Belisa, até porque há mais intervenientes. Também os filhos de Rui praticaram a modalidade e ainda há dois netos com o ‘bichinho’. “Para além de mim, também os meus filhos mais velhos jogaram. O Rui Pedro é o selecionador dos Sub-14, tendo alinhado na liga principal. E temos agora a outra geração. O Tiago e o Miguel Nazário, filhos dele, que jogam no Illiabum e no Beira-Mar, respetivamente, além da Rita e da Belisa. É fundamental  que se pratique desporto”.

Picardias familiares são uma constante

Numa família com muitas ligações à modalidade, o difícil era não deixar o basquetebol ser um dos temas de conversa em família. "Em casa discutimos, claro. É normal. ‘Picamo-nos’ muito uns aos outros, principalmente quando um de nós joga contra o outro", conta Rui Miguel, com um sorriso rasgado. Nessas situações, quando assiste aos jogos, Rui prefere observar a qualidade das duas equipas ao invés de ‘escolher’ uma pela qual torcer. "Nestes casos o mais importante é ver a qualidade dos executantes. Já sabemos que um vai ganhar e o outro inevitavelmente acabará por perder", reconhece, conformado.
Por Rafael Franco
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