Viagem fez-se em festa

Boa disposição entre associações reinaram até Albufeira, num percurso iniciado em Braga

Oito horas da manhã, em Braga. A comitiva minhota seria a primeira a iniciar viagem rumo a Albufeira e à Festa do Basquetebol, mas não a última. Cedo se juntaram Viana do Castelo e Porto, formando um trio nortenho. Seguiram-se Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, Castelo Branco e Santarém. Oriente foi a última estação de paragem, para recolher Lisboa, rumo a Albufeira. Uma viagem que terminou perto das 16h30 e que Record acompanhou até final.

Num comboio repleto de bagagens, os jovens craques mostram o seu entusiasmo, enquanto procuram um lugar para se sentar. E, acredite, nem sempre foi fácil encontrá-lo. Que o digam os atletas que optaram por viajar deitados num qualquer metro quadrado mais vazio.

O tempo é longo, mas há sempre algo para o fazer passar. Ora se dança ao som das músicas sonorizadas pelas colunas dos atletas, ora se joga às cartas. Pelo meio, como não podia deixar de ser, algumas discussões basquetebolísticas e o olhar atento de quem já seguia viagem cada vez que o comboio ganhava novos tripulantes. "Aí vem Coimbra", diz um jovem aveirense.

Se é certo que o fair play ia reinando ao longo de toda a viagem, não é menos verdade que os crónicos candidatos querem superar os rivais. No ano passado, quando o Porto levantou três troféus, "foi azar", segundo os lisboetas, e este ano "vai ser diferente". A confiança espalhou-se e muitas das associações iam repetindo o discurso. "Abaixo de primeiro lugar é derrota", ouvia-se pelas diferentes associações, em tom de brincadeira.

Confiança e alegria... exceto quando as tecnologias ‘traíram’ estes jovens, a partir da região do Alentejo. "Já tens rede?", ouvia-se de carruagem em carruagem. Entretanto, chegaram a Albufeira e voltou o entusiasmo de quem entra em competição já hoje. Mas a Festa, essa, começou ontem.

Azáfama final para que nada falhe hoje

A Festa, desportivamente falando, só hoje começa. Porém, ontem, a extensa equipa da Federação Portuguesa de Basquetebol trabalhou, em Albufeira, de manhã até depois da meia-noite, para limar as derradeiras arestas, dentro e fora dos pavilhões. E são muitas as áreas que precisam de monitorização constante para que nada falhe, desde os transportes até às refeições, passando pela marcação de árbitros e oficiais de mesa. Em suma, uma imensa azáfama onde todos os pormenores precisam de estar devidamente oleados para que, aquando do arranque dos jogos, tudo funcione em pleno ou, pelo menos, para que possa ser resolvido em tempo recorde qualquer problema de última hora.

Ontem também os chefes de comitiva estiveram reunidos para receber as últimas informações por parte da organização. Depois, trataram de difundir a informação pelas suas comitivas.

Também ontem, com o auxílio da equipa de voluntários, foi possível entregar a todas as 18 associações material para os participantes. Todos receberam uma t-shirt alusiva à competição, um chapéu e um bidon.
Agora, é hora de as bolas começarem a saltar.

Leiria trouxe minimascote

Dino. Ou Puto Dino, para os amigos. Este é o nome de uma mascote de reduzidas dimensões que Ema, jogadora dos sub-16 de Leiria, carregou com ela no comboio. O peluche é um pequeno rinoceronte vestido de azul, cores que as leirienses trouxeram vestidas durante a viagem. Certamente que tanto a atleta que teve esta ideia como as suas colegas esperam que o peluche traga sorte às jovens do centro de país. Pelo menos, é o que esperam, tal como disseram a Record durante a viagem.

Pais acompanharam craques no comboio

Treinadores? Delegados? Ou teriam entrado no comboio errado? A dúvida surgiu quando Record, durante a viagem até Albufeira, encontrou algumas pessoas sozinhas numa carruagem, bem mais silenciosa do que aquelas onde conversámos com os craques do futuro. Afinal, eram mesmo pais aveirenses, que decidiram acompanhar os filhos nesta longa viagem e permanecer em Albufeira até ao final da semana.

Joaquina, mãe de Ana (sub-14), estreia-se nestas andanças, mas com muita vontade de acompanhar o percurso da filha durante o evento. "Gosto de acompanhar sempre que posso", diz, reforçando, convictamente, que a intenção não passa por ‘andar em cima’ da adolescente. "Temos de deixar os nossos filhos ganharem asas e desenrascarem-se sozinhos."

Bem mais experiente é Ivone que, com um esboçado sorriso quando refere o nome da filha (Rafaela Ferraz, sub-16), conta que é a terceira vez que parte rumo a Albufeira para acompanhar o evento. "E gosto de vir", salienta.

Tal como a colega do lado, Susana, mãe de Rita Nunes, faz este ano o ‘tri’, em conjunto com o marido Alexandre, no que toca à participações na Festa do Basquetebol. Porém, os motivos são diferentes daqueles que têm levado Ivone até solo algarvio. Isto porque lá em casa há talento a dobrar. "Já vim duas vezes com o meu filho mais velho e agora venho com a Rita, que vai participar pela primeira vez", revela.

A ‘nata’ do basquetebol participa neste evento e esse fator é também uma razão que motiva o interesse deste casal, pelo menos nas palavras de Alexandre. "É um evento bastante interessante, onde se pode acompanhar os jogadores de todos os distritos que normalmente não conseguimos acompanhar."

E perder ou ganhar, será apenas desporto? "O mais importante é ver bons jogos (...) Mas é óbvio que ficamos orgulhosos quando os filhos conseguem tirar resultados", ressalva .

Por Rafael Soares
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