Vítor Carneiro: «Temos expectativas mas objetivo é outro»

Líder da Associação do Porto, a mais titulada das Festas, quer ajudar as Seleções Nacionais

• Foto: Vítor Mota

O Porto dominou de forma evidente a edição de 2017 da Festa, arrebatando três dos quatro títulos em disputa, uma demonstração de força que nunca se tinha visto na primeira década do evento. Por isso mesmo, ainda antes da bola começar a saltar, todas as atenções estão centradas na representação portuense. Serão capazes de repetir ou até melhorar o desempenho anterior? A pergunta, pertinente, é colocada por muitos mas, curiosamente, é o líder da própria associação quem rejeita dar grande importância ao tema. "Ganhar não é o mais importante. Nem para nós nem para ninguém. Estamos muito mais focados em conseguir colocar jogadores nas Seleções Nacionais, em dar ferramentas aos jovens para que eles possam evoluir em todas as vertentes. Esse é o objetivo", assume.

Mas desenganem-se os que pensam que, por terem uma visão mais assente no futuro, os responsáveis nortenhos dispensam a repetição de resultados de excelência. "Ninguém quer perder, todos procuram mostrar o seu trabalho e apresentar os melhores resultados possíveis. E nós, claro, não somos diferentes. Queremos ficar sempre entre os quatro primeiros, atacar o pódio e temos expectativas de poder chegar ainda mais longe num ou outro escalão", explica.

Os quatro mais fortes

Até à data, apenas quatro associações conseguiram títulos na Festa. Tal não surpreende quem conhece bem a realidade do basquetebol nacional. "Porto, Lisboa, Aveiro e Setúbal são as zonas com mais atletas, clubes e equipas. É normal que vençam mais na Festa, como também nos vários campeonatos nacionais. Braga, Coimbra e Algarve vão aparecendo aqui e ali, mas era bom que surgissem outras zonas a ter resultados de relevo", acrescenta, finalizando em tom divertido. "Sabemos que somos o alvo a abater, depois das três vitórias o ano passado. Já brinquei com alguns presidentes por causa disso. Mas só o fiz porque estou na mó de cima...", concluiu, sorrindo.

Nacional de sub-18 com I Divisão é ideia que agrada

O dirigente portuense tem a certeza que a fórmula da Festa ajuda os jogadores que mais tarde entram no circuito das Seleções Nacionais. "Prepara-os para a lógica dos Europeus, com jogos em dias consecutivos." Mas, noutra vertente, aponta uma medida que talvez ajudasse a formação. "Ter um Nacional de sub-18 sem zonas, mas com uma divisão, podia ser benéfico. É mau que as melhores equipas, por serem do norte e do sul, só se possam encontrar uma vez na final four do campeonato. É uma ideia... Custos? Já se faz noutras modalidades, com alguns dos clubes que aqui estariam envolvidos", recordou.

Por Luís Avelãs
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Festa do Basquetebol

Notícias

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.