Voltar ao bom caminho

Após ausência de dois anos, devido à pandemia de Covid, a elite jovem reencontra-se

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• Foto: Bruno Colaço
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É verdade que a pandemia de Covid ainda não chegou ao fim. Mas, felizmente, as vacinas ajudaram-nos a ultrapassar a fase mais complicada. Hoje, apesar de se manterem certas restrições na sociedade e de ser igualmente importante não descurar alguns cuidados básicos,é possível recuperar uma certa normalidade. Assim sendo, o regresso da Festa do Basquetebol acaba por ser uma decisão que se impunha por parte dos responsáveis federativos que, sem surpresa, há muito elegeram este evento como o mais marcante (e fulcral) em cada época. Não por ter particular relevância saber quem, ano após ano, vai colecionando mais triunfos em terras algarvias, mas por ser este o momento de excelência para aferir o nível global dos nossos jovens praticantes. E aquando da última edição, em 2019, foram vários os sinais animadores: nenhuma associação ganhou mais que um escalão (o que até então só acontecera duas vezes, em 2010 e 2011); pelo segundo ano consecutivo uma associação estreou-se a vencer (neste caso a Madeira, nas sub-16, depois do Algarve ter feito o mesmo, em 2018, nos sub-14); verificaram-se melhorias evidentes na capacidade competitiva em algumas equipas de Santarém, Castelo Branco, Bragança, Vila Real e especialmente do Algarve (o seu pior resultado foi o quinto posto) e diminuiu significativamente o número de partidas com diferenças pontuais muito vincadas.

É também na Festa que os selecionadores de Sub-16 podem, de forma mais alargada, observar o ‘material’ existente para, mais tarde, escolherem aqueles que representarão o país nas competições internacionais organizadas pela FIBA.É óbvio que muitos dos participantes – nomeadamente os mais evoluídos – já não são desconhecidos da equipa técnica federativa. A maioria, pelos desempenhos realizados ao serviço dos respetivos clubes ou até por já terem tido a oportunidade de marcar presença em observações de cariz regional ou nacional, estão referenciados, mas num universo tão numeroso há sempre alguém (quase sempre oriundo de associações menos cotadas) que é ‘detetado’ apenas na Festa. Para esses, esta é a grande oportunidade com que sonhavam.

Paralelamente ao que se passará dentro do campo, esta será igualmente uma experiência social fantástica. Juntar cerca de um milhar de jovens, oriundos de todas as regiões de Portugal (incluíndo Madeira e Açores), permite não só um convívio único, como estabelecer relações que ficam para a vida. E o desporto, antes de tudo o mais é isso: uma forma saudável de juntar pessoas com a mesma paixão.

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