António Costa admite que desafio de Portugal e da UE é a forma como se lida com os EUA de Trump

Presidente do Conselho Europeu deixa alerta: “Não se pode ficar indiferente quando um dos nossos aliados ameaça um dos nossos Estados-membros”, referindo-se à América de Donald Trump

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O programa ‘Europa Vida’ entrevistou  o presidente do Conselho Europeu, António Costa
O programa ‘Europa Vida’ entrevistou o presidente do Conselho Europeu, António Costa

António Costa, presidente do Conselho Europeu, admite que um dos desafios de Portugal e da UE é a forma como se lida com os EUA de Donald Trump. Em entrevista ao programa ‘Europa Viva’, do NOW, o ex-primeiro-ministro considera que a UE não tem “nenhuma vontade de confrontação com os EUA” e que o objetivo é “dialogar” e resolver tudo “pelo diálogo”. Ainda assim, sublinha que não se pode “ficar indiferente quando um dos nossos aliados ameaça um dos nossos Estados-membros”. “Podemos confiar menos na forma como tínhamos a aliança com os EUA”, admite.

A tensão entre UE e EUA subiu de tom quando Donald Trump ameaçou impor tarifas a países europeus em resposta à crise sobre a Gronelândia. No entanto, António Costa está otimista e promete liderar uma resposta forte da UE. “Apesar de não ser engenheiro, a minha função é construir pontes”, diz, descontraído, para falar da forma como o Conselho Europeu funciona. “Somos 27 Estados soberanos, somos todos iguais e todas as posições contam”, explica. Aliás, fazer pontes é uma das características que sublinha os portugueses terem e uma das qualidades que destaca no papel de Portugal na UE. “A diversidade das nossas origens dá-nos uma forma de estar que ajuda muito que o diálogo dentro da UE funcione melhor”, explica. E dá como exemplo o que aconteceu depois do Brexit em que a aliança antiga de Portugal e o Reino Unido fez com que o nosso país “fosse uma ponte importante” entre os dois blocos.

António Costa não tem dúvidas de que a entrada de Portugal na antiga CEE, há 40 anos, garantiu um “extraordinário desenvolvimento” e sublinha que hoje “temos uma geração que atingiu os padrões europeus”.

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