Marcos Freitas: «Chegar a Pequim’2008 com 20 anos foi um sonho»

• Foto: COP / IMAPRESS

RECORD - Já marcou presença em três Jogos Olímpicos, onde conviveu com grandes atletas. Houve alguma história ou situação que o tenha marcado aí?

MF– Não houve nada em concreto que me tenha marcado, mas sim, são os quartos Jogos em que vou participar. Se contarmos que em Atenas’2004 até marquei presença, porque fui convidado pelo Comité Olímpico de Portugal como esperança, são cinco presenças. Estive 25 dias a acompanhar a delegação portuguesa, o que foi fantástico. Até participei na cerimónia de abertura. Tinha 16 anos e foi uma experiência incrível. E depois qualifiquei-me para Pequim’2008. Não estava à espera. Chegar aos Jogos de Pequim com 20 anos foi um sonho. Parecia impossível um português qualificar-se na modalidade e, também por isso, foi incrível.

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+ Vê-se como uma referência para os mais novos também por esse feito?

MF – Sim, é algo normal. Mas não sou só eu. Os meus colegas de Seleção também têm feito grandes resultados. Os mais novos olham para nós e pedem conselhos por termos sido os pioneiros.

+ A partir de que momento percebeu que o ténis de mesa podia ser algo sério na sua vida?

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MF– Comecei muito cedo a jogar ténis de mesa, com 7 anos. Os meus pais compraram-me uma mesa de ténis e acabei por apaixonar-me por este desporto. Mas só com 18 anos é que me apercebi que podia vir a ser um jogador muito bom e fazer carreira do ténis de mesa. A nível internacional, fui sempre uma incógnita para toda a gente. Antes da nossa geração, o melhor atletas português nem era do top-200 no ranking. Com 18 anos, sagrei-me campeão mundial de juniores e acabei por ter algumas portas abertas. Fui para a Alemanha jogar 1ª divisão, arrisquei, pensei que podia dar certo e foi isso que aconteceu. Tive um ano de estreia perfeito e depois foi sempre a subir.

Por Filipe Balreira
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