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A Seleção Nacional de ténis de mesa irá estar representada em Tóquio’2020 por Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro, na vertente masculina, enquanto Fu Yu e Shao Jieni irão participar nos femininos. A comitiva portuguesa é uma das mais experientes na modalidade e os atletas mostram-se ambiciosos para a competição.
“Felizmente, nos últimos anos, temos obtido grandes resultados para o ténis de mesa português e, por isso, já estamos à espera da pressão das pessoas por medalhas. Mas isso é um bom sinal, significa que temos feito bem as coisas”, considera João Monteiro, recordando o “histórico” 5º lugar por equipas conseguido em 2012. “Queremos continuar a habituar o público que o ténis de mesa consegue bons resultados para Portugal. A pressão existe sempre, tal como a motivação. Mas vai ser importante o desfecho do sorteio, porque uma coisa será defrontar primeiro equipas europeias, que estão ao nosso alcance, outra será encontramos, por exemplo, uma potência como a China”, admite.
Essa ideia é defendida também pelo colega Tiago Apolónia. “Demos o melhor no planeamento, e mesmo não tendo tantas provas internacionais de preparação, não serve de desculpa. Esperamos até que seja uma vantagem para nós!”
Selecionador chinês críticoO selecionador de ténis de mesa da China, Liu Guoliang, criticou as regras anticovid-19 impostas para a modalidade nos Jogos Olímpicos de Tóquio. "Não esperávamos que existissem regras antiepidémicas nos duelos dos Jogos Olímpicos, como não poder passar a mão na mesa ou soprar a bola", sublinhou o chinês, de 45 anos, que também é presidente da associação chinesa de ténis de mesa, em entrevista à televisão estatal da China. Liu Guoliang, que foi campeão mundial e olímpico enquanto jogador, abordou as dificuldades da preparação para os seus atletas devido a todas as condicionantes. "A situação tem sido extremamente complicada. Existem muitas restrições, que dificultam a preparação dos atletas e a forma como treinamos. O nosso principal foco é ajudar os atletas a resistirem à pressão e à interferência", assumiu.