Afonso Costa e Pedro Fraga: «Os 13 anos são só um número»

Dupla lusa destaca-se pela diferença de idade mas garante que o foco é melhorar o quinto lugar conquistado em Londres’2012

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Record – Pedro, estes vão ser os seus terceiros Jogos Olímpicos depois de Pequim e Londres. O que é que lhe passou pela cabeça quando percebeu que tinham garantido a qualificação?

Pedro Fraga – Foi emocionante, um misto de felicidade e cansaço, mas de certa forma o que reinou foi aquele sentimento de termos dado mais um passo nos nossos objetivos. Senti-me muito feliz, emocionado, realizado… Foi mais um momento pelo qual trabalhámos e lutámos muito.

R – E a si Afonso, visto que vai ser a sua estreia?

Afonso Costa – Na altura demorei bastante a cair na realidade. Nós estávamos muito confiantes, tínhamos tudo apontado para nos qualificarmos, estávamos quase certos disso, foi mais um sentimento de concretização do objetivo com o qual nos tínhamos comprometido. Após este tempo todo é que começo a cair na realidade e começo a pensar, ‘pá, estamos apurados, conseguimos e consegui o que sempre quis, realizei o meu sonho’.

R – O Afonso nasceu em 1996, tem 25 anos, e o Pedro já vai nos 38. Já alguma vez tiveram um choque geracional?

AC – Já houve, claro, mas com o tempo e com a solidificação da relação, da amizade, isso acaba por desaparecer. Mas lembro-me de que ao início houve alguns choques, normais, são 13 anos de diferença. Também começámos a conhecer-nos melhor, no fundo, estes 13 anos são um número…

PF – De vez em quando há choques, mas não considero que seja por causa da idade, até porque o Afonso é um rapaz bastante maduro, tranquilo, com ideias bem definidas e com uma forma de estar na vida muito interessante. 

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