Atletismo português de bem com a pandemia

Presidente da FPA, Jorge Vieira, garante que modalidade tem crescido a vários níveis

• Foto: Fernando Ferreira

O atletismo em Portugal está bem e recomenda-se - assim o garante o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira. Muito porque longe vão os tempos em que a modalidade se resumia ao meio-fundo e fundo: "O atletismo de hoje é muito melhor do que o de ontem. É mais completo, temos várias disciplinas em grande destaque. Tem havido uma grande progressão."

Um avanço que nem com a pandemia viu recuos. "Tivemos de nos adaptar, fazer algumas alterações, mas até tivemos mais clubes a filiarem-se, por exemplo", considera o presidente, em conversa com Record, prolongando-se nos pontos proveitosos em período de Covid-19: "É certo que beneficiámos do facto de ser uma modalidade de ar livre e praticamente individual, mas este ano deu também para que os atletas tirassem lições."

E isto porque Jorge Vieira defende a tese de que um atleta de alto rendimento carece de uma rotina semelhante à que obriga os tempos que atravessamos. "Basta vermos que foram batidos vários recordes nacionais este ano. A grande justificação é mesmo essa: os atletas de alto nível devem ter uma vida mais estética, como se vivessem num retiro permanente. Têm de descansar, concentrar e abdicar de algum contacto social", alerta.

De braço dado com o sucesso desportivo, explica o dirigente, esteve um avanço tecnológico que se revelou preponderante: "Comunicámos melhor, tivemos formações, reuniões, mais proximidade com os clubes. Conseguimos num ano e meio de confinamento o que não conseguiríamos em cinco ou seis em tempos normais." 

De olhos em Tóquio e... em medalhas

Não habituou a menos: o caminho do atletismo português escreve-se a dourado, não tivessem as hostes lusas conquistado mais de 500 medalhas. Depois de um ano de novas marcas, as expectativas, assume o presidente Jorge Vieira, são altas. "Os atletas que vão representar o nosso país são capazes de nos dar felicidades, pertencem a uma faixa de rendimento que permite com que sonhemos com medalhas", atira o dirigente, ressalvando, todavia, que está à espera de vários resultados: "Respeitando os atletas, e sabendo que todos vão com a intenção de voltarem medalhados, sei que veremos de todo o tipo. Uns trarão, certamente, medalhas, outros chegarão às finais, outros às semi-finais, e podemos ter quem não passará da primeira eliminatória – o que, ainda assim, duvido que aconteça, mesmo que pela frente tenhamos um âmbito internacional competitivo."

Por Rita Pedroso
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