Carolina João e o apuramento para Tóquio'2020: «Um sonho de menina realizado»

Em criança gostava de se sentir a "rainha do barco”. Aos 24 anos, vai pela primeira vez aos Jogos em busca de que os ventos lhe soprem de feição... e já de olhos postos nos de Paris

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Record - Sempre disse ser um sonho de menina chegar ao Jogos Olímpicos. E já lá está... Os nervos estão à flor da pele?

Carolina João – Sim. É um sonho antigo, de menina, realizado. Mas senti ainda mais quando ainda não estava qualificada, quando tive a prova de qualificação porque era a última oportunidade, a última em que de facto poderia apurar-me. Aí, sim, estava nervosa e a pressão era mais alta. Agora que consegui o objetivo estou mais descansada. Só tenho de fazer o trabalho de casa e treinar até lá, de modo a conseguir representar os portugueses da melhor forma que conseguir.

R - O que espera que lhe traga esta experiência em Tóquio?

CJ – Penso que vai ser uma experiência ótima para, também, me preparar já para a próxima campanha. Quero ir a Paris e sinto que a minha preparação, bastante boa nestes últimos dois anos, é a pensar já no próximo passo. Esta ida a Tóquio vai ser importante para os próximos Jogos, na medida em que quero ganhar o máximo de experiência possível, sendo que já tenho o meu projeto em mente.

R - E que projeto é esse?

CJ – Pretendo, sobretudo, conhecer mais pessoas na frota e compor um grupo de trabalho maior. Em Portugal há poucas mulheres na minha modalidade, e muito porque são necessários 170 centímetros de altura e nós, portugueses, não somos muitos altos. Isso acaba por ser uma lacuna porque é importante para os velejadores encontrarem um grupo de trabalho para treinar, cruzarem-se com atletas de outros países também com as quais se possam juntar e preparar. E neste último ano sinto que o consegui fazer muito bem, sendo que estes Jogos me dão aval, nesse aspeto, para os próximos.

R - Qualificou-se a meio do campeonato. É obra, não?

CJ –Estava muito confiante de que conseguiria qualificar-me a meio do campeonato. Era das favoritas a qualificar o País e estava ciente de que resolveria a situação cedo e assim foi.

R - Demorou a assentar os pés na terra? Quem foi a primeira pessoa a saber do apuramento?

CJ –Foi curioso porque assim que cheguei a terra fui ‘bombardeada’ com telefonemas. Não sabia que estava qualificada, até tinha tido um dia bastante mau e estávamos todas muito próximas a nível pontual, não foi um campeonato assim tão fácil. Foi então que comecei a receber telefonemas quando ainda estava com roupa de prova. O primeiro foi de um colega que me disse ‘Carolina, já lá estás!’. Não fazia ideia mas fiquei muito contente. Nem queria acreditar, demorei a assentar.

R - Há por aí algum segredo nesta qualificação? Alguma superstição?

CJ – Apercebi-me de que neste campeonato, todos os dias de manhã, ouvia as mesmas duas músicas. Uma era a típica da Mariza, ‘o melhor de mim’; a outra era de uma novela, mas prefiro não partilhar [risos].

Por Rita Pedroso
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