Contracorrente com a pandemia

Luís Rocha garante que modalidade está bem e “beneficiou” com o período de Covid

Luís Rocha, diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Vela
Luís Rocha, diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Vela
Luís Rocha, diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Vela
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Quase todas as modalidades deram um passo atrás com a pandemia, mas a vela tomou o sentido inverso. "Acabámos por sair privilegiados e aumentámos significativamente o número de praticantes", começa por dizer, a Record, Luís Rocha, diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Vela (FPV).

A evolução traduz-se num acréscimo de 461 novos praticantes, o correspondente a um aumento de cerca de 100% face a igual período do ano anterior. E vários fatores podem explicar este fenómeno: "A modalidade é considerada de baixo risco por ser praticada ao ar livre e não haver contacto entre praticantes, e, dessa forma, conseguimos manter uma atividade bastante ativa durante este período. Depois, há que sublinhar que se facilitou um pouco ao nível de licenças desportivas, pelo que acabámos por ter um processo mais apetecível a novos praticantes."

Este crescimento da vela, "sobretudo nos últimos dois anos", explica Luís Rocha, pode prender-se ainda na estrita relação que se desenvolveu entre autarquias e clubes náuticos. "Na iniciação sobretudo, existem muitas parcerias que acabam por facilitar e diminuir bastante os custos para os praticantes", apontou o diretor técnico da federação, sustentando que "todos ficam a ganhar": "As autarquias entenderam, claramente, que a vela é uma modalidade que envolve competências ao nível da auto estima, da confiança e do desenvolvimento psicológico e emocional. E estas aptidões são uma mais-valia para a população na generalidade, quer sejam crianças ou adultos." 

Um símbolo do povo português

Durante décadas, a vela foi uma das modalidades que mais medalhas e títulos coletou para Portugal. A geração dourada que levou dezenas de atletas aos Jogos Olímpicos durante as últimas edições parece ir longe, mas há a esperança de que – com este crescimento escancarado – se recuperem ‘costumes’. "A vela é uma modalidade com uma grande história olímpica em Portugal, e nada pode apagar isso. Recebemos muitas medalhas e conquistámos vários títulos a nível mundial", lembra Luís Rocha. E o diretor técnico da Federação Portuguesa de Vela sustenta que, a modalidade, é muito mais do que um desporto, é um símbolo de uma nação: "Acaba por ser uma modalidade que transporta muitos valores, muito daquilo que é a história do povo português. Espelha a nossa identidade e a relação que temos , e sempre tivemos, com o mar."

Por Rita Pedroso
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