Decisões voltam em grande a Portugal

O Campeonato do Mundo de remo de mar do próximo ano realiza-se no nosso país, numa fase de evolução da modalidade

• Foto: Lusa

Por estas semanas, Hong Kong tem feito parte da agenda noticiosa devido aos protestos populares contra a China, mas a verdade é que a nação asiática também tem estado no pensamento de alguns portugueses, devido… ao remo. Pode parecer estranho, mas a verdade é que Portugal vai realizar no próximo ano o Mundial de remo do mar e tem tido como base a competição em Hong Kong. A Record, o presidente da Federação Portuguesa de Remo (FPR), Luís Ahrens Teixeira, explica tudo.

"Neste momento, estou em Hong Kong, pois viemos ver como decorre uma competição destas", começa por explicar o líder da Federação, antes de abordar o Mundial que irá ocorrer no próximo ano em Oeiras, precisamente quando a FPR completa 100 anos de existência. "De facto, Oeiras é uma boa opção para o Mundial do próximo ano. Em termos de beleza natural e de desafio, é muito mais interessante do que Hong Kong. O Campeonato do Mundo vai ser depois dos Jogos Olímpicos e temos assim a possibilidade de angariar a participação de muitos atletas olímpicos. E vai ser um campeonato que surge depois das alterações do Comité Olímpico Internacional; logo, vai ser um evento de promoção por parte da federação internacional em relação ao remo de mar. A modalidade vai ser promovida para o segmento olímpico. A nível interno, acho que, tendo em conta a nossa aposta no remo de mar, isto pode ser a rampa de lançamento para este segmento de remo e de forma a angariar novos adeptos", garante.

De resto, o remo de mar pode ser uma modalidade que impulsione a procura por parte de praticantes portugueses, não fosse Portugal um país à beira-mar. Esse é, de resto, o maior argumento usado por Luís Ahrens Teixeira ao nosso jornal, abordando ainda o crescimento da Federação desde que enfrentou um processo de insolvência em 2012 [ver peça de apoio]: "As pessoas estão mais próximas da costa e do mar, portanto é uma grande oportunidade. O remo vai ter cada vez mais adesão. Nós começámos o remo de mar em Portugal em 2014 e vamos organizar o Campeonato do Mundo, o que é muito bom. A nível internacional, o remo de mar tem cada vez uma maior participação e, evidentemente, se integrar o programa olímpico, esse número dispara. A tendência será cada vez mais este tipo de exemplo e o Mundial no nosso país acaba por ser também um incentivo para que os nossos clubes apostem nesta modalidade, que é mais fácil de atrair pessoas do que o remo olímpico. Não tenho dúvidas disso."

Igualdade de género

O remo de mar acaba por ser o principal foco da Federação neste momento, mas não é a única preocupação. Até ao final deste mandato [no próximo ano], a direção liderada por Luís Teixeira pretende estimular outras vertentes do remo, entre elas a secção do feminino.

"Também houve uma aposta no remo feminino e temos de olhar igualmente para os veteranos. O remo até ajuda a nível de questões de saúde", considera, antes de deixar um olhar interno: "Um outro grande desafio é a parte da formação de treinadores. É preciso subir o nível geral dos nossos treinadores."

Ainda assim, o presidente da Federação quer deixar obviamente obra feita. "O nosso mandato acaba em 2020 e acho que a nossa obrigação é deixar a Federação pronta para quem a agarrar", concluiu.

Por Filipe Balreira
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Fazemos campeões

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.