Frederico Morais: «Levei 28 pontos e dois agrafos na cabeça»
Surfista lembra susto com 14 anos em Pipeline (Havai)
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RECORD - Já apanhou algum susto dentro de água?
FREDERICO MORAIS – Tive um susto com 14 anos em Pipeline (Havai). Bati no fundo e tive de levar 14 pontos na cabeça e 14 pontos nas costas. Fui o maior susto que apanhei, mas felizmente estava tudo bem. Acabei por vir ao de cima, meter a mão na cabeça e estava cheio de sangue. Assustei-me um bocado, vim até terra, o meu pai estava a filmar. Ele disse: ‘Não te preocupes, isso é só um ponto’. Pedimos boleia porque estávamos sem carro. Quando cheguei a casa, a minha mãe a minha irmã nem queriam acreditar. Eu estava supertranquilo porque pensava que era só um ponto, tal como o meu pai tinha dito. Quando chegámos ao hospital levei 28 pontos e dois agrafos na cabeça.
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R - E a melhor história?
FM – Já tive tantos momentos e histórias boas. Mas diria que foi a final em Jeffreys Bay [África do Sul], no meu primeiro World Tour. Tinha o meu pai lá comigo, tinha o meu tio Tomaz, a minha tia Inês. Foram momentos que significaram muito para mim.
«Nazaré? Gostava de experimentar um dia»
R - O seu tio é o Tomaz Morais, um dos nomes mais conhecidos do râguebi nacional. Como é que não acabou a fazer placagens?
FM – O meu sonho era outro. Ninguém me forçou a ir para o râguebi. Hoje diria que o meu pai é mais apaixonado pelo surf do que pelo râguebi. O meu tio também adora surf e já veio a vários campeonatos comigo. É uma pessoa que sempre esteve presente na minha carreira.Apesar disso, eu sou um grande fã de râguebi.
R - Surfava uma onda gigante da Nazaré?
FM – O surf que se faz na Nazaré é completamente diferente do surf do World Tour. O do World Tour é mais técnico, mais performance. Na Nazaré é mais cabeça. Uma pessoa tem de ser maluca para descer aquelas ondas. Algum dia gostaria de experimentar e sentir essa adrenalina e esse desafio.