Ginástica em Portugal: otimismo apesar das dificuldades

Luís Arrais perspetiva um mandato desafiante na federação e aborda o impacto da pandemia

Eleito em dezembro de 2020 como presidente da Federação de Ginástica de Portugal (FPG), Luís Arrais iniciou recentemente o mandato à frente do organismo e não esconde que a situação é complicada. Ao nosso jornal, o líder federativo fez uma análise ao cenário vivido pela ginástica no nosso país, destacando que a pandemia teve um impacto bem negativo na modalidade.

"Alguns ginastas continuaram a treinar normalmente ao longo do último ano e outros passaram a fazê-lo de forma gradual com o novo desconfinamento. Estamos preocupados com os nossos clubes, pois perderam muitos ginastas, principalmente no que diz respeito a escalões de formação. Estimamos que houve uma perda de 45% de atletas federados, o que é muito preocupante. Algumas autarquias e escolas não abriram logo os seus pavilhões, o que dificultou a vida de alguns atletas", assumiu o dirigente, que confia que a FPG pode recupera o número de atletas perdidos: "Temos muita fé que iremos conseguir isso!"

Além disso, Luís Arrais revelou como se vai processar o regresso à normalidade da ginástica a nível interno. "Queremos retomar rapidamente as provas nacionais. Perspetivamos que possam começar em junho ou julho. Tem havido uma grande entreajuda entre a federação e as associações distritais para que tal seja exequível", frisou, apontando a outras metas no seu mandato. "Queremos elevar a qualidade dos atletas, para que consigam atingir os seus objetivos. E também trazer muito mais gente para a prática desportiva, neste caso a ginástica", concluiu. 

Testes oferecidos à ginástica acrobática

Uma das outras medidas tomadas pela Federação de Ginástica passou por contribuir para que houvesse uma maior segurança durante os treinos e provas. Tendo em conta o contexto pandémico que se vive, a FPG decidiu pagar do próprio bolso testes à Covid-19 a alguns atletas. "Não tem havido apoio por parte do Estado. Nós, enquanto federação, vamos oferecer os testes à Covid-19 aos clubes que têm a modalidade da ginástica acrobática. É a nossa única disciplina de alto risco [de contágio] e vamos adquirir os testes para que os atletas possam retomar a atividade. Reforçámos também os seguros dos nossos ginastas para que tenham o melhor tratamento possível. Não esperávamos uma situação tão complicada, mas vamos ver como é possível gerir", explicou Luís Arrais, confessando que também está a ser preparado um "outro apoio em termos de materiais".

Por Filipe Balreira
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