Gondomar é ponte para Tóquio

Fu Yu é a única portuguesa apurada, sendo que a restante comitiva joga, de 22 a 26 deste mês, o torneio de qualificação

• Foto: Peter Spark / Movephoto

Os Jogos Olímpicos estão mesmo ali ao virar da esquina e as ambições da Seleção Nacional de ténis de mesa são reais. No entanto, a presença em Tóquio é um dado garantido apenas para Fu Yu, que carimbou esse passaporte com a medalha de ouro conquistada na prova de singulares dos Jogos Europeus. A restante comitiva tem de jogar para se qualificar, mas com uma vantagem... joga em casa!

Gondomar recebe o torneio de qualificação, que é a última paragem antes das Olimpíadas de verão. De 22 a 26 deste mês, as melhores seleções do Mundo (tirando as campeãs continentais que já estão apuradas) estarão em Portugal com apenas um objetivo: tornar real o sonho olímpico. Porém, só nove o vão conseguir.

Para quem não está por dentro da modalidade, esta prova de qualificação joga-se por equipas e as seleções serão divididas em oito grupos de oito. Jogam-se os ‘quartos’, as ‘meias’ e a final, quem ganhar pode começar a marcar os voos para Tóquio, porque irá competir na vertente de pares e terá dois atletas (a quota máxima) em singulares. Com os vencedores apurados, fica a faltar um e aí serão os finalistas vencidos dos oito grupos a jogar entre si. Quem sair por cima, é o tal nono qualificado para as Olimpíadas.

Fu Yu em busca da medalha

Como já referido, Fu Yu é a única atleta portuguesa já qualificada, mas, para a própria, "isso não interessa nada", isto porque neste momento o único foco é ajudar a Seleção Nacional a qualificar-se. "O nosso objetivo é a qualificação e estamos a trabalhar muito para o conseguirmos. Sabemos que é difícil, mas, pelo que temos vindo a fazer, também sabemos que somos capazes. Estamos a jogar em casa e o apoio do nosso público também vai ser muito importante", começa por dizer a Record a mesa-tenista, de 41 anos, que é uma figura da evolução do ténis de mesa português. "Há dez anos era absolutamente impensável isto que estamos a fazer. Houve um grande crescimento em Portugal e a maior competitividade está na base de todo este sucesso."

Olhando já para o verão e falando em objetivos, Fu Yu é clara. "Quero melhorar os resultados do Rio de Janeiro! Uma medalha é um sonho que tenho há muito tempo, mas sei que é bastante difícil. As jogadoras chinesas, japonesas e coreanas são muito fortes, mas posso prometer que vou dar o meu máximo para chegar o mais longe possível", conclui.

À espera de um bom sorteio

A Seleção feminina é a 16ª do ranking para este torneio de qualificação e, por isso, não é cabeça-de-série – logo, a missão fica muito mais complicada. No entanto, a treinadora nacional Xie Juan acredita no apuramento. "Há muitas seleções fortes que ainda não estão qualificadas, como Taipé, Hong Kong, Singapura... praticamente todas as asiáticas, mas nós também somos fortes. Primeiro queremos ter um bom sorteio, porque isso pode vir a ser muito importante", frisa.

Em relação a Fu Yu para Tóquio, a treinadora aponta a um lugar de relevo: "Uma medalha não é impossível, mas um lugar entre os oito primeiros já seria muito bom. Os Jogos Olímpicos são completamente diferente dos Jogos Europeus!"

Por Pedro Filipe Pinto
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