Helena Carvalho: «Fazer um curso ajuda-me a dispersar»
Diz não ser “uma supermulher”, mas é uma ‘todo-o-terreno’: nada, corre e pedala. Sonha, aos 25 anos, com uma vaga nos Jogos de Tóquio
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Record -Por enquanto está em prova no Japão, mas tem no próximo dia 21 a possibilidade de se qualificar para os Jogos através da estafeta mista. A ansiedade vai aumentando?
Helena Carvalho - Estou a tentar pensar numa prova de cada vez... mas vai ser um grande momento, ainda por cima, sendo em Lisboa, há a oportunidade de as pessoas que me apoiam estarem por perto e isso vai ser mais um fator que, apesar de bom, é de stress. Mas vamos fazer o que pudermos.
R - É uma das grandes esperanças de Portugal no triatlo, sobretudo pela evolução que tem vindo a ter nos últimos tempos. Como é se gere tudo isso?
HC - Estar a fazer um curso ajuda-me a dispersar. Se fosse apenas treinar e competir sentiria mais pressão. Assim, distribuo as minhas tarefas e obrigações e acabo por sentir menos ansiedade. Mas, nesta prova específica que vou ter, a de estafetas, o facto de não recair tudo sobre mim, também alivia, ainda que saiba que tenho uma função muito importante, visto que um quarto depende de mim. É muito peso, sem dúvida. Seriam os meus primeiros Jogos. Não quero ficar frustrada, adoro fazer triatlo e é para continuar, tentar ser melhor do que já fui, mas seria incrível, nem sei descrever a sensação que sentiria, mas faremos de tudo para conseguir o melhor resultado.
R - Uma prova de estafetas passará também por confiar no trabalho dos companheiros. Está confiante, também, em relação a eles?
HC - Sim, com certeza. Ainda que não saibamos como será constituída a estafeta final do lado masculino, são os três grandes atletas, conheço-os e confio neles.