João Aranha: «Impacto da presença nos Jogos vai ser exponencial»

Presidente da Federação Portuguesa de Surf lembra momento histórico

Se a implementação do surf enquanto modalidade olímpica foi uma boa notícia, a presença já garantida de Frederico Morais em Tóquio’2021 foi a cereja no topo do bolo. Que o diga João Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf.

"O facto de Portugal estar presente no maior evento desportivo mundial é fundamental para o seu desenvolvimento. O impacto vai ser exponencial. O principal aspeto é o respeito que o surf já tinha. E conseguiu ainda mais. Foi uma aposta da Federação investir em atletas para terem a melhor preparação a nível mundial. O Frederico Morais teve uma qualificação histórica. Na Europa ainda só há três países representados nos Jogos Olímpicos. São eles Portugal, França e Israel", sublinha.

Já sobre o estado do surf no país, João Aranha faz um cenário positivo, mas lembra que o desporto está naturalmente limitado ao crescimento do número de federados.

"Neste momento está de boa saúde e recomenda-se, com desenvolvimento em todas vertentes do surf. Prova disso são os resultados alcançados. Em relação ao número de praticantes, não podemos achar que vamos ter cerca de 10 mil federados quando sabemos que a elasticidade das nossas provas é limitada. Não conseguimos colocar 10 mil numa praia a competir, tal como numa maratona. As provas têm também limite temporal. O crescimento está associado à própria natureza do desporto", explica João Aranha, lembrando o número elevado de surfistas amadores que não estão federados: cerca de 150 mil praticantes.

João Aranha traça igualmente um cenário risonho em relação ao surf adaptado. "Cresceu muito a nível mundial e temos vindo a crescer a nível de atletas. Temos seis atletas em observação, três dos quais são elementos participantes da Seleção. Temos também contado com vários apoios", frisa o máximo dirigente do surf em Portugal, que enumera as provas anuais realizadas em Portugal. "Fazemos cerca de 100 provas entre todas as disciplinas que integram a Federação Portuguesa de Surf. Na FPS contamos com três pessoas a trabalhar a tempo inteiro e com muitos técnicos."

FACTOS E NÚMEROS

fundação. A Federação Portuguesa de Surf foi criada em 1989, tem sede em Carcavelos, e conta com 320 escolas registadas e cerca de 90 clubes em funcionamento.

Vertentes. São oito disciplinas que integram a Federação: Surf, Bodyboard, Stand Up Paddle, Longboard, Skimboard, Bodysurf, Kneeboar e Tow in e Tow Out.

impacto. O surf tem registado uma evolução significativa no país, e prova disso são os 400 milhões de euros que a modalidade representa para a economia nacional.

títulos. Portugal é o atual vice-campeão mundial de Surf Open (terceira vitória consecutiva) e campeão da Europa de juniores de Surf, Bodyboard e Longboard.

Recorde. Rodrigo Coxa detém o recorde da maior onda surfada. O surfista brasileiro bateu recorde do havaiano Garret McNamara em 2017 por 61 centímetros, com uma onda de 24,38 metros. O feito teve lugar na Praia do Norte, na Nazaré.

Por Rafael Godinho
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