Luís Ahrens: «Os jovens preferem noitadas, festas e festivais ao remo»

Presidente da Federação Portuguesa de Remo aborda adesão

• Foto: Pedro Simões

No que diz respeito à evolução do número de praticantes de remo em Portugal, constata-se que desde a altura da crise financeira (2012) existiu um crescimento no número de praticantes. Ainda assim, acaba por ser escasso, na opinião do presidente da Federação Portuguesa de Remo. Luís Ahrens Teixeira explica até que os jovens atletas acabam muitas vezes por prescindir do remo a meio da sua carreira.

"A evolução do número de praticantes em geral não é muito grande. Mas isso não é só um problema do remo. Acontece em todas as modalidades. Em relação ao remo, temos crescido bastante na componente dos veteranos, mas isso está relacionado com um maior envelhecimento da população. Depois, há um grande abandono da modalidade – e sei que não é só na nossa – entre os 17 e 25 anos, que se deve às alterações sociais. Hoje em dia, os jovens viajam a todo o lado, fazem Erasmus e existem mais opções em termos de diversão e entretenimento para eles. Acho que há ali um momento e que os jovens preferem ir para noitadas, festas e festivais de verão, e aí não os conseguimos segurar", explicou o líder do organismo, reiterando que tal situação não acontece somente no remo.

"Nós sabemos que isso não é um problema só do remo nem apenas que se constata em Portugal. Devido a isso, temos de olhar para outras formas de convencer as pessoas a ficarem na modalidade", vincou.

E que maneiras encontra a formação para motivar as pessoas? Ora bem, Luís Teixeira aponta novamente para o remo de mar como solução. "O remo do mar é uma das vertentes que surge para combater as desistências de atletas", explica ao nosso jornal.

Além disso, o presidente da FDR pretende diversificar o público alvo do remo nacional, tendo até em conta as diretrizes das organizações internacionais: "Neste momento, devido à igualdade de género que está presente no programa olímpico, temos de captar um público diverso e de forma igual. Isso são obrigações nossas, mesmo que não continuemos. Temos de começar a abrir caminho para os outros."

Por Filipe Balreira
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