Manuel Mendes: «Não cometer erros para no final ser feliz»
Entrevista ao atleta paralímpico
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Vencedor da medalha de bronze na maratona, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016, Manuel Mendes analisa evolução da carreira e promete dignificar novamente Portugal na competição em Tóquio.
RECORD - O Manuel já chegou à Aldeia Paralímpica há alguns dias. Como têm corrido estes Jogos Paralímpicos e sua preparação para a maratona, que será na reta final?
MANUEL MENDES – Têm sido vividos naquela rotina de atleta. A gente treina, descansa e tenta adaptar-se o mais possível ao clima de Tóquio que, como se sabe, é agreste e quente. Faço isso para tentar estar na melhor forma e condições possíveis no dia em que for realizada a maratona.
R - Acaba por ser uma rotina muito diferente da dos outros atletas, já que entra em prova numa fase tão adiantada?
MM - À medida que a data se aproxima, vamos diminuindo a carga de treino para descansar. É assim que funciona a preparação de uma maratona, para que se chegue ao dia com a força toda e energia necessária para correr ao mais alto nível. Da melhor forma possível, já que preparamos esse dia durante muito tempo. Estivemos durante 4/5 meses a trabalhar de uma forma intensa e agora pensamos em descansar e chegar ao dia certamente nas melhores condições.
R - Sente algum nervosismo com o aproximar da competição? Ou já é tão experiente que não sente isso?
MM - Nervosismo não. É diferente. Costumo dizer isso e é a realidade. O difícil nisto é ter uma preparação em que tudo corra bem e sem quaisquer problemas físicos. No fundo, no final tentamos colher tudo o que de bom que fizemos na preparação. Temos de saber gerir da melhor forma as condições, num clima adverso como é o de Tóquio. Há que tentar não cometer erros para que no final de tudo se possa ser feliz.