Mundiais de paraciclismo: segurança leva medalha de ouro

Delmino Pereira salienta que a organização da competição está a ser um sucesso

Os Mundiais de Paraciclismo que estão a decorrer em Cascais terminam hoje com as provas de fundo das classes T (1 e 2) e H (1, 2, 3, 4 e 5), mas Delmino Pereira já faz um "balanço muito positivo" desta organização. "Temos de nos lembrar o que estamos a viver com a Covid-19. Estão aqui 39 nações, cada uma com a sua crise pandémica, e a segurança foi uma constante. Está a correr muito bem", começou por dizer o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo a Record, deixando claro que a competição também não desiludiu em termos desportivos: "Estão cá aqueles que poderão ser os medalhados paralímpicos. Valoriza a marca ciclismo e o nosso país. Os portugueses têm estado ao nível esperado."

O antigo ciclista, de 53 anos, frisa que o melhor momento foi mesmo... o tiro de partida. "O arranque foi muito bom. Vimos as pessoas a chegar, percebemos a realidade de cada uma e está a correr tudo bem", referiu, falando ainda da boa "publicidade à modalidade": "Vimos a comunidade motivada e chegámos a muitos jovens com deficiência que podem ter no ciclismo um caminho. Foi um estímulo muito grande!"

E será que a boa imagem deste Mundial pode levar à organização de um de elites? "Temos condições em termos organizativos e de conhecimento, o maior problema acaba por ser o custo que implica. Em 2001, quando tivemos os Mundiais em Lisboa, era acessível, agora é diferente. Resumindo, é possível organizarmos, sim, mas a dúvida é saber se o país está interessado", concluiu. 

Destaque para o ciclismo feminino

Com este Campeonato do Mundo a terminar, é hora de começar a focar no principal evento deste ano: os Jogos Olímpicos. Para Tóquio, Delmino Pereira leva "expectativas moderadamente positivas". "Os nossos corredores têm provas dadas e temos a esperança de conseguirmos resultados semelhantes aos do Rio de Janeiro", começou por dizer, destacando a evolução do ciclismo feminino português: "Nestes cinco anos, o que mais nos orgulha é o facto de termos duas atletas nos Jogos Olímpicos. A Maria Martins leva-nos pela primeira vez à pista e, apesar de ser muito jovem, tem uma qualidade muito acima da média. Por seu lado, a Raquel Queirós, no BTT, também tem 21 anos e tem talento para atingir grandes resultados". No que toca aos Paralímpicos, Delmino Pereira mostra-se confiante e salienta a "experiência" dos corredores portugueses.

Por Pedro Filipe Pinto
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