Paulo Fidalgo recorda o Europeu: «Íamos perder e o Paulo disse: ‘Calma...’”

Treinador enaltece o trabalho desenvolvido com Paulo Pereira na Seleção

Record – Num palco com tantas estrelas como o Europeu, guardou alguma história especial?

Paulo Fidalgo – Nós passámos praticamente um mês juntos e durante esse período de tempo acabam por existir muitas histórias. De facto, nós funcionámos como uma família, pois adaptámo-nos muito bem uns aos outros e conseguimos criar rotinas, bem como uma forma de estar muito própria. Mas recordo-me de um momento específico que tivemos no banco de suplentes.

R – ...

PF – Estávamos a perder contra a Eslovénia, a partida não nos estava a correr muito bem e lembro-me, a poucos minutos do fim, de uma situação com o nosso selecionador Paulo Pereira. Praticamente íamos perder o jogo e lembro-me de confessar ao Paulo que estava triste pela derrota e ele disse ‘Calma, que a matemática vai estar do nosso lado e temos de estar fortes com a Hungria para conseguimos lutar pelo 5º e 6º lugares’. Era uma matemática complicada, pois dependia de muitos resultados. Tínhamos esse sonho e depois à noite, de forma mais calma, vimos os resultados e eram todos a nosso favor. E tal levou a que no dia seguinte pudéssemos lutar pelos 5º e 6º postos. Todo aquele enredo marcou-me e foi muito positivo para nós.

R – Pegando nessas mesmas experiências, de que forma é que era difícil gerir o lado emocional de jogadores tão jovens como eram os casos de André Gomes, Miguel Martins, Luís Frade, Branquinho... numa competição de alto nível?

PF – Havia uma ambição muito grande por parte de toda a estrutura. A equipa acabou por ter várias exibições competentes e equilibradas e isso ficou bem patente depois no desempenho de todos os jogadores. Acima de tudo, foi crucial a forma como a nossa seleção foi passando os vários dias. Nós éramos, sem dúvida, uma família e trabalhávamos assim. Todos os jogadores estavam empenhados e mentalizados e não precisaram assim tanto de conselhos nessa perspetiva. Recorde-se que temos uma Seleção com atletas que denotam experiência internacional pelos clubes... 

R – Houve algum objeto que tenha guardado do último Campeonato da Europa?

PF – Por acaso trouxe algo muito simples. Além de dezenas de fotografias que me irão recordar de todos os momentos, trouxe um boneco igual à mascote do torneio. Também isso foi mais direcionado para a minha filha, mas igualmente para ficar em casa com uma marca desse momento. Nomeadamente porque a mascote está vestida ‘à Suécia’ e isso lembra-me a vitória por 35-25, sobre a Suécia, o que foi histórico no andebol nacional. 

R – Nesta altura da sua carreira, que objetivos tem definidos a curto e médio prazo?

PF – Tenho os objetivos definidos basicamente dessa forma e passam por ajudar o Paulo Pereira e o restante staff técnico. Quero muito que Portugal possa aparecer o mais forte possível no torneio pré-olímpico, para alimentarmos este sonho dos Jogos que parecia impossível. E estar bem no playoff de acesso ao Mundial.

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