Ténis de mesa: Confiança apesar do duro desafio

Presidente da Federação, Pedro Moura, acredita numa boa prestação lusa nos Jogos Olímpicos

• Foto: Peter Spark / Movephoto

O ténis de mesa português tem vivido anos de grande evolução e, tendo isso em conta, os atletas nacionais que irão representar a modalidade nos Jogos Olímpicos de Tóquio acreditam numa boa prestação. Desde logo, o presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa (FPTM), Pedro Moura, deixa claro que os atletas chegam a Tóquio com o objetivo de pensar "passo a passo", ainda que tenham em mente chegar a uma fase adiantada da competição. O líder federativo espera bons resultados, isto depois de um ano cheio de dificuldades devido à pandemia.

"Temos vindo a realizar um trabalho duro ao longo dos últimos cinco anos. Mas este ano foi muito complicado. A verdade é que fomos das primeiras federações a reabrir o nosso centro de treinos. Em matéria de trabalho e preparação diária, tivemos de fazer as adaptações necessárias para que os atletas continuassem a preparar-se o melhor possível para os Jogos Olímpicos. Nesta altura sentimos que estamos preparados para os Jogos. As expetativas são as melhores possíveis. A equipa vai aparecer bem em Tóquio, os atletas têm de aguardar pelo sorteio e, se a sorte não for madrasta, é ir para a mesa e jogar", confessou a Record.

Certo é que Pedro Moura defende que a comitiva portuguesa pode surpreender. "Tanto no masculino como no feminino, temos atletas competentes e é possível chegar a lugares cimeiros. Temos adversários difíceis. Gostaríamos de evitar China e Japão nas primeiras rondas. Se isso acontecer, temos a expetativa de conseguir resultados com mérito em Tóquio", conclui.

Modalidade sem grandes quebras

Muitas foram as modalidades que sofreram um impacto negativo devido à pandemia da Covid-19. No entanto, o ténis de mesa conseguiu escapar a um cenário tão negativo, já que se trata de uma modalidade de risco baixo. "O impacto não foi muito grande. Tivemos uma perda de cerca de 10/15% dos atletas no que diz respeito à temporada 2020/21. A análise mais concreta será feita no final de toda a época, mas foi uma quebra nessa ordem dos 10/15%. Sabemos que houve outras modalidades que viveram cenários mais dramáticos...", explica Pedro Moura, assumindo que os atletas que vivem nas regiões autónomas até foram quem sofreu mais: "Temos uma grande implementação nas regiões autónomas e existiram restrições nessas zonas. Os atletas foram impedidos de competir. Foram cerca de 4 meses difíceis, mas o quadro competitivo foi retomado."

Por Filipe Balreira
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