Tiago Apolónia: «A nossa Seleção é uma família»

O trio de ouro do ténis de mesa português quer voltar a marcar presença nos Jogos Olímpicos e mostra-se muito confiante para o torneio de qualificação

• Foto: Francisco Paraíso

RECORD - Há 10 anos consideravam ser possível o ténis de mesa português chegar a este nível?

TIAGO APOLÓNIA - Há 10 sim, porque já tínhamos bons resultados a nível internacional. Se me perguntasse há 20 ou há 15, aí não, porque Portugal nunca tinha sido uma potência. Quando éramos mais jovens era difícil de imaginar que iríamos chegar a este nível, mas aqui estamos nós, a mesma equipa à procura de fazer história no desporto português. Estamos juntos há tanto tempo que posso dizer que a nossa Seleção é uma verdadeira família.

+ As medalhas conquistadas por Portugal nos últimos tempos fazem sonhar com uma medalha nos Jogos Olímpicos?

MARCOS FREITAS – Não podemos já estar a pensar nos Jogos porque ainda não estamos qualificados. Todos se querem qualificar e basta perder um ou dois jogos para estarmos fora do sonho olímpico. Por isso ainda é um pouco cedo para falar em medalhas olímpicas. Queremos lá estar, claro, e é por isso que estamos a fazer este estágio tão intenso. Se nos qualificarmos, aí sim, vamos começar a focar-nos nesse sonho porque temos qualidade para isso. Mesmo que não sejamos favoritos, estamos logo ali numa segunda linha.

+ Falando nesse torneio de qualificação, em Gondomar. Há alguma pressão por jogar em casa?

JOÃO MONTEIRO – Pressão existe em todas as provas. Com a qualidade que a nossa equipa tem é normal isso acontecer, mas já estamos habituados. Defrontamos sempre os melhores do Mundo e há muito tempo que lidamos com esse tipo de pressão.

+ Mas também é positivo...

MF – Sim, claro! Esperemos que seja como o Europeu de Lisboa que ganhámos. Os portugueses vão empurrar-nos em direção ao sonho olímpico.

+ O presidente afirmou que a década que passou foi brilhante a todos os níveis. Como foi para o João ser uma das figuras de proa desse brilhantismo?

JM – Para mim é um orgulho enorme fazer parte da geração de ouro do ténis de mesa português. Trabalhei muito e tive de sair da minha zona de conforto, do meu país, ir para outras paragens para continuar a evoluir. Ter conseguido, junto dos meus colegas, e ter conquistado o que temos vindo a conquistar é um orgulho enorme.

+ Sentem que as melhores seleções do Mundo olham para Portugal com outro respeito?

TA – Sem dúvida. Há algum tempo os outros países viam Portugal como um adversário fácil, mas isso já não acontece. A partir do momento em que começámos a ter bons resultados isso deixou de acontecer, já todos sabem que somos uma equipa forte e que podemos ganhar a qualquer equipa a nível mundial.

+ É certo que ainda falta a qualificação, mas já há objetivos para Tóquio?

JM – Ainda é muito cedo para falar disso. Se conseguirmos a qualificação, e estamos confiantes para isso, logo falamos. Mas o objetivo será sempre lutar pelos lugares cimeiros e conseguir um resultado de relevo para o desporto português.

+ Se conseguirem a qualificação no final deste mês, um de vós vai ficar fora da prova de singulares. Como será feita essa escolha?

TA – Só podemos ter dois na prova individual, é o máximo, mas isso é uma coisa para depois, porque agora o que importa é conseguirmos a qualificação. Esse é o grande objetivo, até porque nos jogos Olímpicos onde teremos mais oportunidades de fazer um bom resultado vai ser na prova por equipas. O que importa é o grupo estar bem e conseguirmos a tão desejada qualificação.

+ Gostava que apontassem as principais características de cada um. Pode começar o Marcos, sobre João.

MF – O João gosta muito de treinar, é extremamente profissional e bastante rigoroso. Continua muito forte e é um jogador perigoso, calmo e constante.

+ Agora o João sobre o Tiago.

JM – O Tiago tem uma grande direita e um excelente controlo de esquerda, muita sensibilidade. É um dos melhores do Mundo.

+ Por fim, o Tiago sobre o Marcos.

TA – Tem sido o melhor português dos últimos anos e, para mim, dos melhores do Mundo. Já não é top 10 mundial, mas continua top.

Por Pedro Filipe Pinto
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