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Donald Trump não se conteve na reação à morte de Robert Mueller, o antigo diretor do FBI que investigou o presidente norte-americano durante o primeiro mandato pelas suas alegadas ligações à Rússia. Numa publicação na sua rede social, o chefe de Estado celebrou a morte de Mueller, em mais um episódio que está a gerar polémica nos EUA.
"Robert Mueller acaba de morrer. Boa, ainda bem que está morto", escreveu Trump na Truth Social, afirmando que este "já não pode magoar pessoas inocentes".
A falta de decoro do presidente dos EUA foi imediatamente alvo de críticas, sobretudo por parte dos democratas norte-americanos, mas também de algumas figuras republicanas. Nas redes sociais, o senador democrata da Califórnia, Adam Schiff, reagiu à declaração afirmando que "todos os dias, este presidente mostra a sua indecência básica e falta de qualificação para o cargo" que ocupa.
A mesma ideia foi ecoada por Chuck Schummer, o líder dos democratas no Senado, que acusou Trump de usar o discurso inflamatório como forma de distrair a opinião pública de temas como o caso Epstein ou a guerra no Irão. "A crueldade é o objetivo", escreveu na rede social X.
Do lado republicano, as lideranças partidárias não se pronunciaram, e houve até quem defendesse as declarações. Caso de Laura Loomer, ativista política próxima de Trump, disse que o chefe de Estado "diz o que toda a gente pensa". "Não devemos ficar tristes quando más pessoas morrem", afirmou a controversa influenciadora.
Nem todos os conservadores se reviram nas declarações, contudo. O representante Don Bacon, do Nebraska, numa resposta por escrito ao site Politico, condenou o presidente norte-americano. "É um comportamento claramente errado e pouco cristão (...) a vasta maioria dos americanos quer melhor do que isto", afirmou.
Fora de Washington, também o jornalista e comentador Brit Humme, da conservadora Fox News, manifestou o seu desagrado. "Este é o tipo de coisas que Trump faz que leva as pessoas não só a oporem-se a ele, mas a odiá-lo. Não havia necessidade de dizer nada", escreveu na sua própria conta do X.
Mueller, que morreu este sábado aos 81 anos, foi alvo de duras críticas por parte de Trump ao longo de toda a carreira política do republicano, que sempre acusou o advogado de liderar uma caça às bruxas contra si. Mueller foi diretor do FBI entre 2001 e 2013, durante os mandatos de George W. Bush e Barack Obama.
Presidente norte-americano não se conteve nos comentários ao falecimento do antigo diretor do FBI que o investigou
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