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A coordenadora do BE, Catarina Martins, afirmou hoje que "nunca foi na sequência de resultados eleitorais" que os bloquistas decidiram a sua liderança, assegurando que a atual direção assume todas as responsabilidades.
"Já tivemos bons resultados e maus resultados. Já estive em campanhas com bons e maus resultados. O Bloco de Esquerda naturalmente tomará as suas decisões e essas cabem aos seus militantes", respondeu aos jornalistas Catarina Martins na reação aos resultados eleitorais, na qual assumiu a derrota e o mau resultado do partido.
A coordenadora do BE recordou que o partido teve uma convenção "há seis meses e a atual direção cá estará para assumir todas as suas responsabilidades e para dirigir" o partido.
"Nunca foi por resultados eleitorais ou na sequência de resultados eleitorais que o BE decidiu a sua direção, assim continuaremos e, claro, faremos o balanço destas eleições como sempre fizemos e tomaremos todas as decisões que os militantes do BE achem por bem tomar na sua vida normal do partido", assegurou.
Catarina Martins garantiu que o Bloco "assumirá todas as suas responsabilidades" com o compromisso com o qual se apresentou às eleições.
"Com melhor ou pior resultado, cada deputado e cada deputada do BE, foi eleito com um mandato e respeitará naturalmente esse mandato", assegurou.
Questionada sobre se considera que este resultado é consequência do chumbo do orçamento, a líder do BE foi perentória: "nós não chumbámos o Orçamento do Estado por nenhuma tática eleitoral. Nós chumbámos o Orçamento do Estado sabendo que corríamos riscos eleitorais, mas com a convicção profunda de que o orçamento do estado que o PS propunha agravava a situação no SNS e para quem vive do seu trabalho".
"As razões do voto no Orçamento do Estado nunca foram tática eleitoral da nossa parte. O facto de termos um mau resultado eleitoral não significa que comecemos a acreditar que o orçamento era bom. Não era, não responde às questões fundamentais do país. As razões da nossa exigência não ficam menores por causa de ser um mau resultado eleitoral", insistiu.
Para Catarina Martins, "a democracia é assim mesmo".
"Os partidos apresentam-se com o seu mandato e têm os votos que a população considera que é justo, mas os partidos não podem mudar de convicção como quem muda de camisa por causa de resultados eleitorais. O BE não o fará nunca com certeza", enfatizou.
Por Lusa