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Economia cresce 1,9% em termos homólogos e recua 0,2% em cadeia no 3.º trimestre

• Foto: João Cortesão

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% no terceiro trimestre face ao mesmo período do ano passado e recuou 0,2% em cadeia, segundo a estimativa rápida divulgada esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"O Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 1,9% no terceiro trimestre de 2023, após ter aumentado 2,6% no trimestre precedente", aponta a estimativa rápida a 30 dias das Contas Nacionais Trimestrais do INE.

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Face ao segundo trimestre do ano, a taxa de variação do PIB entre julho e setembro foi de -0,2%, após um crescimento em cadeia de 0,1% no trimestre anterior.

A estimativa do INE coincide com a de vários economistas consultados pela agência Lusa, que apontavam para um crescimento homólogo da economia portuguesa no terceiro trimestre entre 1,7% e 2,4% e para uma variação em cadeia entre 0,4% e -0,3%.

Segundo o instituto estatístico, "o contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB diminuiu em relação ao verificado no trimestre anterior, em resultado da desaceleração significativa das exportações de bens e serviços em volume, tendo a componente de bens registado uma redução expressiva".

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Por sua vez, as importações de bens e serviços registaram "uma redução moderada devido à componente de bens".

Relativamente aos termos de troca, o INE dá conta de uma redução do deflator das importações em termos homólogos no terceiro trimestre "mais intensa" que a do deflator das exportações, verificando-se ganhos dos termos de troca mais elevados que no trimestre anterior.

Em sentido contrário, a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB, superior ao do trimestre anterior, verificando-se uma aceleração do investimento e um abrandamento do consumo privado.

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Comparando com o segundo trimestre de 2023, o PIB registou uma diminuição de 0,2%, após um crescimento em cadeia de 0,1% no trimestre anterior, com o contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB a passar a negativo, após ter sido positivo no segundo trimestre, "refletindo a redução das exportações quer de bens, quer de serviços, incluindo o turismo".

Já o contributo da procura interna passou de negativo a positivo no terceiro trimestre, observando-se aumentos do consumo privado e do investimento.

Na estimativa rápida hoje divulgada, o INE reviu em alta de 0,1 pontos percentuais as taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB no segundo trimestre, para 2,6% e 0,1%, respetivamente.

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Nas previsões subjacentes à proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), o Governo prevê para a totalidade deste ano um crescimento da economia de 2,2%.

Os resultados detalhados das Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre deste ano serão divulgados em 30 de novembro.

Por Lusa
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