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Gestão de espaços desportivos em destaque no ‘Braga Sports Summit’

Depois de a primeira sessão do ‘Braga Sports Summit’ ter sido dedicada à importância do exercício físico no combate e prevenção de doenças, a segunda palestra do primeiro dia do evento foi direcionada para a gestão e manutenção dos espaços desportivos, sendo explorado também o papel das autarquias nesta temática.

Frederico Santos, técnico do Instituto Português do Desporto e da Juventude, foi o primeiro orador a intervir. De forma geral, o também treinador de andebol deu a conhecer o Sistema Nacional de Informação Desportiva, plataforma que visa dar resposta às exigências da Carta Nacional Desportiva. De forma geral, o SNID é um projeto criado em conjunto pelo IPDJ e pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo e que permite a qualquer pessoa consultar quais as instalações desportivas existentes em Portugal. Neste momento, existem mais de sete mil entidades registadas

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Por seu lado, Fernando Parente, membro do conselho executivo da Federação Internacional de Desporto Universitário, conduziu a sua intervenção tendo como base o tema ‘Planeamento de Espaços Desportivos’. "Qualquer autarquia tem de dar resposta aos cidadãos. Tem de haver um plano das autarquias no sentido de haver mais pessoas a praticar desporto. É preciso esclarecer- e é mais fácil partir de um estudo a nível municipal- que tipo de instalações existem, que vão existir, que tipo de modalidades são praticadas e em que período do dia. A procura de atividade física tem de ser igual à procura de espaços desportivos", referindo, dando alguns exemplos da complexidade da questão: "Se houver 10 mil imigrantes a chegarem a uma cidade em Portugal, é preciso dar resposta ao interesse dessas pessoas e fazer-se uma inclusão pelo desporto".

Miguel Pacheco, presidente do conselho de administração da Desmor, empresa pública municipal de gestão desportiva de Rio Maior, participou no evento como especialista na gestão de piscinas, explicou de que forma questões de sustentabilidade são tidas em conta neste processo.

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" Enquanto utilizadores de piscinas não temos noção do quão complexo é gerir estas infraestuturas. A gestão de uma piscina é, grande parte das vezes, deficitária e a questão da eficiência energética tem um papel importante nesta questão. Por exemplo, uma piscina de 25 metros com 8 piscinas tem, em média, gastos de 450 mil euros por ano, sendo que 150 mil euros são em água e luz. É essencial procurarmos um alinhamento com objetivos de desenvolvimento sustentável e viabilizar o funcionamento de piscinas com o mais baixo custo possível. Os gastos associados à ida de uma pessoa à piscina de 50 metros em Rio Maior são superiores à receita que obtemos. Só conseguimos compensar esse valor pelos estágios que recebemos", referiu, acrescentando ainda que a utilização de mantas térmicas nas piscinas, assim como uma gestão inteligente em termos de, por exemplo, chuveiros nos balneários, é um dos grandes aliados na gestão do Centro de Alto Rendimento de Rio Maior.

Por fim, António Amaral, inspetor da ASAE, deu a conhecer a legislação associada aos espaços de jogo e recreio para as crianças.

Por Diogo Matos
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