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O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a taxa de inflação acelerou, em termos homólogos, de 1,9% para 2,1% em fevereiro. A nova aceleração dos preços ao consumidor resulta sobretudo da subida dos alimentos, que voltaram a aquecer quase 7% em fevereiro, depois do "comboio de tempestades" que assolou o país e provocou a destruição de colheitas e perturbações nas cadeias de abastecimento.
"A variação homóloga do IPC [índice de preços no consumidor] foi de 2,1% em fevereiro de 2026, taxa superior em 0,2 pontos percentuais à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 27 de fevereiro", lê-se no boletim estatístico do INE.
A inflação subjacente, que exclui alimentos não transformados e energéticos (por estarem mais sujeitos a grandes variações de preço), acelerou de 1,8% para 1,9% em fevereiro. Esse indicador revela que a subida de preços nos bens mais voláteis "contagiou" o cabaz de produtos com preços mais estáveis, como a saúde e a educação. A aceleração foi, no entanto, mais moderada do que a do índice global. Este é um dos indicadores preferidos do Banco Central Europeu (BCE) para decidir mexidas nas taxas de juro.
Nos produtos com preços mais voláteis, destacou-se a forte aceleração nos alimentos. O índice de preços relativo aos bens alimentares não transformados (frescos) passou de 5,8% em janeiro para 6,7% em fevereiro – mais uma décima do que tinha sido avançado pela estimativa rápida do INE –, pondo fim ao alívio observado no arranque do ano. O valor está bastante próximo do "pico" de 7% registado no ano passado e poderá acelerar ainda mais devido ao impacto provocado pelas tempestades e pela situação de calamidade decretada em dezenas de municípios do país.
Já o índice de preços relativo à energia estabilizou nos -2,2% em fevereiro. A variação homóloga negativa significa que, em comparação com o ano passado, os preços da energia estão ainda mais baratos do que há um ano. O conflito no Médio Oriente e a subida dos preços dos combustíveis no arranque de março prometem, no entanto, fazer acelerar os preços da energia já a partir deste mês.
Em comparação com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,1%, quando em janeiro tinha sido de -0,7%. Há um ano, a variação mensal da inflação tinha sido ligeiramente negativa (-0,1%). O INE estima que a variação média nos últimos doze meses tenha sido de 2,3%, um "valor idêntico" ao mês anterior.
O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), que permite comparar a variação de preços em Portugal com a de outros Estados-membros da União Europeia (UE), terá acelerado, em termos homólogos, de 1,9% para 2,1% em fevereiro. O valor é superior em duas décimas do estimado pelo Eurostat para a Zona Euro, uma diferença que é "idêntica" à observado em janeiro.
Sem contar com alimentos não transformados e energia, o IHPC português acelerou uma décima de 1,9% em janeiro para 2% em fevereiro. Essa taxa é inferior à da Zona Euro, que o Eurostat estima que se tenha fixado nos 2,3%.
Por Negócios
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