Instituto Superior de Engenharia de Coimbra aposta em mestrado inovador em Portugal

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai lançar o primeiro mestrado em Portugal em 'Cidades Sustentáveis e Inteligentes'. A formação, inédita no país, arranca em outubro e irá capacitar os estudantes para o desenvolvimento de soluções inteligentes e sustentáveis nas áreas da mobilidade, energia, abastecimento de água e gestão de resíduos, entre outras.

"Temos que formar mais profissionais qualificados nesta área em Portugal. Um dos objetivos deste mestrado é, precisamente, capacitar quadros municipais e empresariais", afirma Mário Velindro, presidente do ISEC, alertando para a necessidade de "atualizar os profissionais que já estão no mercado ativo de trabalho e que têm dificuldade em acompanhar o que está a acontecer de novo".

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Com efeito, Mário Velindro assume ser "urgente acelerar" a transformação das cidades em "ambientes mais inteligentes e sustentáveis para e com os seus cidadãos". "Iremos capacitar os estudantes para o desenvolvimento de projetos holísticos de ações nos setores de energia, dos transportes e das tecnologias de informação e comunicação", garante o responsável do ISEC, escola que em 2018 lançou a também pioneira licenciatura em Gestão Sustentável das Cidades.

Sustentabilidade e tecnologia de mãos dadas

Um estudo realizado em 2020 pela Deloitte a 100 cidades mundiais inteligentes concluiu que a aposta em tecnologia e em inovação pode originar uma redução na ordem de 90% das emissões de carbono nas cidades, onde têm origem 60% das emissões à escala global, alerta o ISEC.

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Por esse motivo, Eduardo Natividade, docente do ISEC e um dos coordenadores do mestrado, salienta outras mais-valias. "É um curso que junta quatro departamentos do ISEC – Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Sistemas, Engenharia Mecânica e Engenharia Eletrotecnia. Irá tanto ser desenvolvida a componente sustentável do planeamento urbano, da gestão das suas infraestruturas e da construção de edifícios, como também a parte tecnológica, isto é: tudo aquilo que torna as cidades efetivamente inteligentes, como é o caso dos sistemas inteligentes de apoio à decisão, do ‘big data’ ou da ‘internet das coisas'. Sem esquecer a própria inteligência coletiva detida pelos cidadãos.

"É um curso que está altamente preparado para formar estudantes de licenciatura e, ao mesmo tempo, profissionais de autarquias, de empresas tecnológicas, de consultoras ou de entidades gestoras de infraestruturas e serviços urbanos", conclui Eduardo Natividade.

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