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Irmão de Marcelo Rebelo de Sousa e ex-deputado do PSD foram vítimas da burla "olá pai, olá mãe"

Pedro Rebelo de Sousa

Pedro Rebelo de Sousa, irmão do Presidente da República, e o ex-deputado do PSD, Eduardo Oliveira e Sousa, foram vítimas da burla "olá pai, olá mãe". Rebelo de Sousa ficou sem 987 euros e o antigo deputado sem 3600 euros.

O irmão de Marcelo Rebelo de Sousa foi abordado através do Whatsapp por alguém que alegava ser a filha com um pedido urgente de dinheiro, em 2022, quando a tática ainda era pouco conhecida, avança o Jornal de Notícias, esta segunda-feira.

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Na burla "olá pai, olá mãe", o criminoso faz-se passar por filho ou familiar da vítima e faz o contacto através de um número desconhecido no Whatsapp. O burlão justifica o novo número de telemóvel alegando haver algum problema com o contacto habitual. Depois, pede dinheiro e pressiona a vítima a fazer uma transferência bancária rapidamente. As vítimas, acreditando que os filhos precisam do valor, acabam por seguir as indicações dos burlões.

Pedro Rebelo de Sousa, a 14 de dezembro de 2022, recebeu a seguinte mensagem no telemóvel: "Bom dia! Adicione o meu novo contacto Preciso de fazer um pagamento hoje, mas estou sem acesso à aplicação neste telemóvel. Se eu lhe desse os dados, poderia fazê-lo por mim?". 

O irmão do Presidente acreditou que estava a falar com a filha e transferiu o dinheiro para uma das contas, que veio posteriormente a ser identificada pela PJ. No dia seguinte, o advogado enviou uma nova mensagem para saber como estava a filha, mas o burlão aproveitou para pedir mais 1400 euros, o que levantou suspeitas. Pedro Rebelo de Sousa ligou para o contacto habitual da filha, percebeu que tinha sido enganado e contactou as autoridades.

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Eduardo Oliveira e Sousa sofreu a burla dois dias depois de Rebelo de Sousa. Sob o mesmo pretexto, o criminoso pediu duas transferências, num total de 3621 euros, ao antigo deputado que confiou na história e realizou o pedido. Tal como o irmão do Presidente, Oliveira e Sousa percebeu que tinha sido enganado, após contactar a filha.

O Ministério Público já acusou 17 arguidos do crime de recetação e a Polícia Judiciária identificou as contas bancárias pelas quais passaram os lucros do esquema.

Por Correio da Manhã
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