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Quando a filha entrou para a Faculdade de Direto da Universidade de Lisboa, Maria do Rosário Palma Ramalho combinou com ela um arranjo para não se cruzarem nos corredores e, eventualmente, na sala de aula. Enquanto Inês Palma Ramalho tivesse aulas no horário diurno, Maria do Rosário, na altura já uma catedrática reputada, faria o horário da noite até às 22h30, mas se o seu trabalho docente passasse para o dia, então a filha transitaria para o horário noturno – a hoje ministra do Trabalho acabou por fazer o horário da noite durante cinco anos.
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