MNE confirma segundo português desaparecido após enxurrada no Nepal

MNE confirma segundo português desaparecido após enxurrada no Nepal

Um segundo cidadão português está desaparecido no Nepal, na sequência da inundação devastadora no país asiático, adiantou esta quarta-feira à noite fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"O MNE confirma um segundo cidadão nacional, desta vez do sexo masculino, dado como desaparecido no seguimento do desastre no Nepal. Continuamos a acompanhar a situação ao minuto", refere uma nota enviada à Lusa.

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Fonte da diplomacia portuguesa tinha confirmado anteriormente que uma cidadã portuguesa estava entre os desaparecidos.

De acordo com o mais recente balanço, o número de mortos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete subiu hoje para 160.

A polícia nepalesa anunciou que recuperou 157 corpos e as autoridades chinesas confirmaram horas antes que três cidadãos morreram nas inundações repentinas.

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A Autoridade Nacional para a Redução e Gestão do Risco de Catástrofes (NDRRMA) do Nepal soma 484 turistas incontactáveis, além de 44 membros do exército, 28 polícias, 13 efetivos da Força Armada de Polícia e 60 trabalhadores de vários projetos hidroelétricos.

Já a China apontou pelo menos 265 desaparecidos.

Entre os turistas desaparecidos no Nepal, 93 são nepaleses e 391 são estrangeiros, incluindo uma portuguesa e dois espanhóis.

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Há também 133 indianos, 47 norte-americanos, 34 australianos, 33 britânicos, 24 canadianos, 19 malaios, sete ucranianos, seis singapurianos, seis sul-africanos, cinco japoneses, cinco neozelandeses, quatro alemães, três franceses, dois irlandeses, dois neerlandeses e dois russos.

A vaga de água e lama atingiu por volta das 09:15 locais (04:30 em Lisboa) o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana e afetou com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, segundo fontes oficiais.

A água atingiu também o território chinês.

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Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruídas quando o rio que as atravessa sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações.

As autoridades mobilizaram as forças de segurança e as equipas de emergência enquanto tentavam determinar a dimensão dos estragos e localizar as pessoas que permaneciam incontactáveis.

A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água varreu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.

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A catástrofe danificou pelo menos 80 pontes transitáveis (35 para tráfego rodoviário e 45 suspensas) e cerca de 40 quilómetros de estradas, além de projetos hidroelétricos e outras infraestruturas, o que dificultou o acesso das equipas de salvamento a algumas das zonas afetadas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou um sismo de magnitude 4,4, mas posteriormente reclassificou o evento como um deslizamento.

O deslizamento, segundo o USGS, teve uma magnitude 5,2 e ocorreu a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari, no Nepal.

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O Governo do Nepal declarou as áreas afetadas como zona de catástrofe por um período de três meses e ordenou a mobilização de helicópteros militares e privados para as operações de busca e salvamento, além de garantir assistência médica gratuita aos feridos e acelerar a reparação das estradas, da rede elétrica e das telecomunicações.

Por Lusa
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