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Morreu Maricarmen, a mulher que se transformou num símbolo contra a crise na habitação em Espanha

Maricarmen Abascal foi despejada da casa onde viveu 70 anos
• Foto: Matias Chiofalo/Europa Press via Getty Images

Morreu Maricarmen, a idosa que tinha sido despejada da própria habitação em Madrid e que mobilizou uma onda de manifestações por toda a Espanha. A informação foi avançada pelo El Diaro. 

María del Carmen Abascal Martín, habitante da Rua Alcalde Sainz de Baranda, no bairro do Retiro, de 87 anos, morreu esta quarta-feira no Hospital Gregorio Marañón, em Madrid, onde estava hospitalizada desde que foi despejada, a 23 de setembro. Carinhosamente conhecida pelos vizinhos como Maricarmen, o caso da idosa mobilizou centenas de vizinhos, ativistas e organizações ligadas ao direito à habitação, que tentaram impedir a execução da ordem judicial mas sem sucesso. Personalidades como a cantora Ana Belén e o ator Carlos Bardem também participaram dos protestos.

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Sete décadas depois, Maricarmen foi despejada 

Maricarmen vivia no imóvel desde 1956, inicialmente através de um contrato de renda antiga, assinado pelo pai em 1956 Após uma disputa judicial sobre a validade do contrato, os tribunais determinaram a saída da inquilina. Maricarmen lutava contra uma ameaça de despejo depois de o apartamento onde vivia há mais de 70 anos ter sido vendido a um fundo imobiliário. A situação ganhou maior dimensão devido à sua vulnerabilidade: a idosa tem mobilidade reduzida e uma incapacidade reconhecida de 50%. 

Após um acordo, recorde-se, a idosa teve novamente ordem para regressar ao apartamento depois de um cordo entre o fundo de investimento Urbagestión e os representantes legais, com a mediação da Câmara Municipal de Madrid. O caso da idosa motivou o governo de Pedro Sànchez a aprovar dois decretos com medidas para a habitação conhecidos politicamente como Decretos Maricarmen, que foram rejeitados pelo Congresso dos Deputados, levando o governo a anticipar as eleições gerais antecipadas para 29 de novembro. 

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"Embora tenha sido alcançado um acordo histórico que lhe permitiria voltar para casa, essa solução chegou tarde demais", lamentou o Sindicato dos Inquilinos espanhol. 

Em atualização. 

Por Correio da Manhã
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