O que obrigou Trump a recuar nas tarifas? O mesmo que quebrou Sócrates em 2011

Bolsas em queda devido aos efeitos das tarifas anunciadas por Donald Trump
• Foto: Lusa/EPA

"Quem salvou o mundo? Bond. Yield Bond". A piada que circula na rede social X remete para a razão principal que levou Donald Trump a pausar a aplicação imediata das novas tarifas comerciais a dezenas de países – Trump, cuja carreira na promoção imobiliária o levou a cruzamentos com o mercado obrigacionista, viu sinais preocupantes na turbulência do mercado de dívida soberana americana, o maior do mundo. Como outros monarcas e governantes eleitos que há séculos cedem à pressão do mercado de dívida ou são castigados - José Sócrates é o exemplo mais recente em Portugal -, Trump foi forçado a sinalizar um recuo. 

As quedas brutais nos mercados acionistas atraem mais as atenções mediáticas e foram, também, um fator de pressão – o índice S&P500 chegou a estar 20% abaixo do pico histórico atingido este ano, com os investidores a descontarem nas cotações das empresas o efeito de uma recessão económica. Mas Trump e a sua equipa estavam prontos para aguentar essa pressão em Wall Street se a queda nas bolsas se traduzisse no comportamento normal nestas alturas, de fuga para o refúgio dos títulos do Tesouro norte-americano. Isso não aconteceu.

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