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PAULO Catarro, apresentador do teledebate de desporto Jogo Falado na RTP 1, é um jornalista satisfeito com os resultados do seu programa. De tal maneira que o modelo é para continuar, sem quaisquer alterações. ”Estamos satisfeitos com o produto e por isso não temos motivos para mudar”, sublinha. ”Achamos que o que está bem feito não deve ser alterado. O programa tem correspondido em pleno aos objectivos, que eram torná-lo um programa de referência no panorama desportivo.”
A referência, segundo Catarro, está patente na qualidade dos convidados.
”Temos tido todo o tipo de agentes de futebol, desde jogadores a treinadores, passando por dirigentes e representantes das modalidades amadoras.”
Uma das mais-valias do Jogo Falado é, para o seu apresentador, o painel de comentadores fixos (Fernando Seara, Pôncio Monteiro e Pedro Santana Lopes), ao contrário do defendido por David Borges, pivô do Jogo Limpo, que foi favorável à extinção do painel do programa da SIC.
”Temos um excelente naipe de comentadores, que sabem o que devem dizer e como o devem fazer. A história dos comentadores é óbvia: ou sabem qual é o seu papel ou não sabem. O modelo esgota-se ou não conforme a qualidade dos intervenientes. No caso do Jogo Falado, os comentadores dão fortes contributos para a qualidade do programa.”
Até porque a RTP foi a estação que estreou o modelo dos painéis, garante Catarro. ”Ao contrário do que foi dito e escrito, este é um modelo que não foi inventado pela SIC mas sim pela RTP. Concretamente, o seu autor foi Mário Rui de Castro, que era então chefe do departamento, com um programa também chamado Jogo Falado, sem a presença de convidados e que tinha como comentadores Fernando Seara, Dias Ferreira e José Guilherme Aguiar. Só depois é que as outras estações seguiram o exemplo.”
AUDIÊNCIAS INEXPLICÁVEIS
Os resultados do Jogo Falado, a nível de audiência, são ”mais ou menos bons”, reconhece Catarro. ”Às vezes, em faixas horárias mais tardias conseguimos valores muito positivos, na ordem dos 5 por cento de média.
Bons resultados, se atendermos ao facto de ser uma segunda-feira e de terminarmos às 2 horas da manhã.”
Mas há outras audiências que Paulo Catarro não entende. ”Gostava que me explicassem como é que se chegam a determinados resultados. Nomeadamente, como é que um jogo de futebol como o Benfica-Celta tem na SIC – jogo em que o resultado não interessava e que, ainda por cima, só teve 3 mil espectadores no estádio – uma diferença de mais meio milhão de espectadores em relação ao jogo da primeira mão na RTP 1. E conseguiu mais um milhão do que o Portugal-Hungria, que foi decisivo para o Campeonato da Europa.
Gostava que me explicassem isto. As pessoas que gostam de futebol sabem que é no mínimo estranho.”
LUÍS NUNES
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