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Ficaram em prisão preventiva quatro agentes da PSP envolvidos nos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa. A medida poderá passar para prisão domiciliária, indica o Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa. Os mesmos quatro polícias ficaram proibidos de contactar duas vítimas. Segundo o CM apurou, há outros três agentes que foram suspensos de funções e os restantes ficaram apenas com termo de identidade e residência.
À saída da sessão, o advogado de vários arguidos neste processo, Carlos Melo Alves, indicou aos jornalistas que três agentes da PSP tinham ficado em prisão domiciliária.
As medidas de coação foram conhecidas esta segunda-feira, depois de os arguidos serem presentes a juiz no Campus de Justiça de Lisboa.
O Ministério Público pedia prisão preventiva para quatro dos detidos e prisão domiciliária para outros três.
Recorde-se de que foram inicialmente detidos 15 agentes da PSP e um civil, sendo que permanecem detidos apenas 14 dos polícias. Entre os suspeitos, está o irmão do cantor Nininho Vaz Maia.
Numa fase inicial da investigação, tinham sido detidos outros nove agentes e a todos foi decretada prisão preventiva.
Os crimes eram gravados e partilhados em grupos das redes sociais, nomeadamente no "Grupo sem Gordos" no Whatsapp.
Por Correio da Manhã