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Rui Esteves: «Não sou jornalista; eu gosto é de futebol»

Rui Esteves: «Não sou jornalista; eu gosto é de futebol»

RUI Esteves, ex-jogador com uma carreira singular de “globetrotter” no futebol, tem vindo a publicar, desde o final do ano passado, entrevistas com personalidades do futebol.

É raro ver antigos futebolistas da principal divisão portuguesa iniciarem uma carreira no jornalismo. E Rui Esteves não foge à regra, apesar desta sua recente colaboração com “A Capital”: “Não sou jornalista; gosto é de futebol, de falar sobre futebol.”

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A aventura nos jornais começou no final do ano passado, quando o vespertino ”A Capital”, onde trabalha a sua mãe, a grande repórter Edite Esteves, o convidou para fazer uma entrevista semanal com personalidades do desporto à sua escolha. Rui Esteves aceitou o convite, colocando apenas uma condição, a de fazê-las à sua maneira, ainda que escapando aos cânones puramente jornalísticos: “Não me interessa a actualidade, essa já é explorada pelos jornais desportivos. Há assuntos a que não se pode fugir, mas tento sobretudo fazer algo diferente, falar de política, de ’hobbies’, de táctica, etc. Não me sinto jornalista, falo daquilo que as pessoas que gostam realmente de futebol falam.”

No entanto, a verdade é que o “bichinho” do jornalismo já mexe: “Quando acabei a entrevista com José Mourinho fui contentíssimo a correr para casa escrevê-la, porque sabia que tinha falado de muitas coisas importantes. É preciso ficar satisfeito com aquilo que se faz”. Até agora, Rui Esteves já entrevistou jogadores, treinadores e até dirigentes: ”Só me falta mesmo falar com um empresário.”

Gosto pela escrita e pela... televisão

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Para além da entrevista semanal, Rui Esteves tem já na manga outros projectos: uma série de crónicas e uma comédia ficcional, ambas baseadas no desporto-rei. As crónicas são apenas uma ideia mas o livro está já a ser escrito: “Tenho algum sentido de humor e convidaram-me para escrever uma comédia ficcional sobre futebol. Gosto de escrever textos humorísticos e tenho o enredo quase pronto”, diz.

Mas a televisão é a aspiração secreta de Rui Esteves: “Teria imenso prazer em fazer uma série de reportagens para TV, mas num estilo diferente, mais lúdico. Por exemplo, uma reportagem que gostaria de fazer era precisamente voltar à Coreia e mostrar como se vive lá o futebol. Acho que tenho jeito para isso. Gosto muito de televisão e tenho muitas ideias.”

Carreira de ”globetrotter”

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Rui Esteves começou naturalmente a jogar futebol em Portugal, passando por Olhanense, Farense e V. Setúbal. Chegou a jogar uma época no Benfica mas sairia para o Belenenses. Depois da carreira em Portugal, o jogador iniciou o seu percurso internacional, rumando a Inglaterra, para jogar no Birmingham.

Posteriormente encetou nova aventura pelo Oriente, em campeonatos muito pouco conhecidos dos europeus, como o chinês e o coreano. Terminou então a carreira. Hoje continua a jogar, no recente ”Futebol Society”.

Marketing cultura e escola

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Um dos projectos em que Rui Esteves aposta é a criação, prevista para breve, de uma empresa, chamada Sport Star Business, cuja sede será colocada em Setúbal.

A empresa terá objectivos vários: implantação no mercado do marketing desportivo, realização de eventos culturais e desportivos, angariação de patrocinadores para clubes e assessoria jurídica, quer a jogadores quer a clubes. A grande aspiração dos fundadores da Sport Star Business é poder depois entrar no mercado de transferências.

O projecto tem também uma vertente mais “sonhadora”, como lhe gosta de chamar Rui Esteves: a criação de uma escola de desporto, que possa receber jovens de todos os estratos sociais e económicos e “que não se destine só a quem tem dinheiro”.

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Maniche e as cartas dos fãs

A vida de entrevistador tem proporcionado situações engraçadas. O começo não foi difícil, porque, diz Rui Esteves, sempre teve um relacionamento fácil com as pessoas, embora não se tenha livrado de ouvir umas “bocas” dos amigos, em tom de brincadeira, que lhe diziam que tinha uma grande “cunha”. Algo que reconhece com desportivismo: “Se não fosse filho de quem sou, talvez não estivesse a fazer isto.”

O caso mais engraçado que viveu foi com Maniche, agora na berlinda: na entrevista, o jogador disse que gostava de ser convidado para eventos culturais, algo que nunca lhe acontecia. Depois de publicar a conversa, Rui Esteves recebe um telefonema de Maniche: era o jogador a dizer-lhe que não devia ter publicado aquilo. É que já tinha uma pilha de convites para exposições e espectáculos muito mais alta do que a das cartas dos fãs.

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